quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Sugestão de Filme

Click no Blog EspiritualMente

Ano: 2006

Nacionalidade: EUA

Direção: Frank Coraci

Gênero: Comédia / Fantasia

Com: Adam Sandler, Kate Beckinsale, Christopher Walken




Sinopse: Michael Newman (Adam Sandler) é casado com Donna (Kate Beckinsale), com que tem Ben (Joseph Castanon) e Samantha (Tatum McCann) como filhos. Michael tem tido dificuldades em ver os filhos, já que tem feito serão no escritório de arquitetura em que trabalha no intuito de chamar a atenção de seu chefe (David Hasselhoff). Um dia, exausto devido ao trabalho, Michael tem dificuldades em encontrar qual dos controles remotos de sua casa liga a televisão. Decidido a acabar com o problema, ele resolve comprar um controle remoto que seja universal, ou seja, que funcione para todos os aparelhos eletrônicos que sua casa possui. Ao chegar à loja Cama, Banho & Além, ele encontra um funcionário excêntrico chamado Morty (Christopher Walken), que lhe dá um controle remoto experimental o qual garante que irá mudar sua vida. Michael aceita a oferta e logo descobre que ela realmente é bastante prática, já que coordena todos os aparelhos. Porém, Michael logo descobre que o controle tem ainda outras funções, como abafar o som dos latidos de seu cachorro e também adiantar os fatos de sua própria vida.


Comentário: Além de ser engraçado, é um filme que deixa para o espectador uma excelente mensagem de vida. Vivemos em um mundo onde a velocidade é um requisito fundamental. Quanto mais rápido melhor! Mas será que essa velocidade não está atrapalhando a nossa percepção do tempo? Será que estamos aproveitando bem os simples momentos que a vida oferece? O filme nos incentiva a esta bela reflexão!



sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Pai do meu pai

Texto de Almir Paes no Blog EspiritualMente

No ciclo referencial da vida, os nossos pais cuidam da gente, nos orientam, dão a mão para nos ajudar a andar, nos dão aquela força para empreendermos a primeira pedalada na bicicleta...

Os pais são os nossos exemplos, nossos herois, nossos espelhos resplandecentes. Devemos a eles não só a nossa manutenção material mas, sobretudo, à educação moral. Pais equilibrados, conscientes e compromissados tem tudo para terem filhos centrados e educados.

Quando os filhos crescem e já começam a ficar na chamada meia idade, os seus pais já estão envelhecidos. Agora, os papeis se invertem. São os filhos que cuidam dos pais, dão a mão, apoio, carinho, atenção...

Isso também aconteceu comigo. Quando papai passou dos 70 anos ainda estava muito lúcido, disposto e com aquela vontade de deslumbrar a vida. Trabalhou até os 77 anos. Era um Contador como poucos. Eu aproveitei essa fase para conviver mais com ele. Assistia com ele os seus programas de TV favoritos, até mesmo novelas que eu não gosto, mas ele gostava.

Nós adorávamos escrever. Foi ele quem instigou esse hábito em mim. Quando chegava perto do Natal, nós escrevíamos mais de 100 cartões personalizados, escritos de acordo com a personalidade de cada um. Papai vibrava, ficava orgulhoso quando recebia um elogio com relação à confecção dos cartões. Eu escrevia os cartões em prosa. Eram cartões plasticamente simples mas com o diferencial prosaico da escrita. Ficamos parceiros na confecção dos cartões e em muitas outras coisas. Papai adorava a minha companhia e eu a dele. Ele dizia que na sua idade era difícil compartilhar alguma coisa com alguém.

Texto de Almir Paes no Blog EspiritualMente
Os pais de Almir Paes

Depois de algum tempo, papai perdeu a lucidez. Isso foi acontecendo aos poucos, até chegar um tempo em que quase não mais me reconhecia. Ele me chamava de chefe, pois era eu quem monitorava seus remédios, dava seu banho, fazia sua barba, limpava seu cocô, colocava-o para dormir como se coloca uma criança para tal. Isso mesmo, papai virou criança! Aí, de filho, eu me tornei seu pai!

De vez em quando, raramente, ele lembrava de mim e me agradecia pelo trabalho que eu tinha com ele. Eu ia para outro lugar para não chorar na frente dele. Logo depois, ele me chamava de chefe novamente e me perguntava: - Chefe, o que nós vamos fazer hoje? Imagine a minha responsabilidade, virar pai do meu próprio pai!

Não foi fácil conviver com aquela pessoa, antes tão lúcida, agora fisicamente decadente, sem lucidez, quase sem energia vital. Papai era uma lâmpada que se apagava aos poucos.

Um dia, ele foi ao meu quarto às duas horas da manhã e me pediu que eu pegasse o seu paletó para ir trabalhar. Para dissuadi-lo de tal ideia, eu disse que no outro dia era feriado e ele não precisava ir trabalhar. Ele voltou para a cama e dormiu.

Confesso que esse processo me desgastou muito emocionalmente e fisicamente. Um dia, papai foi internado no Hospital Boa Viagem em Recife. Foi para a UTI duas vezes e depois voltou para casa, agora no hospital residência. Não era mais eu quem cuidava dele, eram os médicos e enfermeiros que adentravam a nossa casa para esse fim. Ele foi ficando cada vez mais pálido, mais cansado. Acho que ele sentiu minha falta, mas eu já estava esgotado em todos os aspectos. Nesse processo de hospital residência, ele só durou 02 meses. No dia 03 de fevereiro de 2003 - em um sábado às 6 horas - papai foi chamado para a pátria espiritual.

Assim terminou mais esse ciclo de vida material. Aquele homem que me orientou, pagou meus estudos, me ensinou a gostar de ler, me ensinou a ser gente, partiu para o outro lado da vida. Mesmo desgastado e cansado, tive a felicidade de conviver com ele até o fim dos seus dias. Neste final da sua vida material, fui o pai do meu próprio pai.

Não sei se essa nova geração terá esse mesmo compromisso e essa bênção de ser pai do seu próprio pai. Muitos deles preferem abandoná-los em abrigos de idosos e dão endereços inexistentes para não serem encontrados. Cada um faça a sua parte, de acordo com o seu grau evolutivo e sua sensibilidade.

Feliz Dia dos Pais para todos, encarnados e desencarnados!


Texto de Almir Paes no Blog EspiritualMente
Almir Paes
O Cronista da Alma


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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Música para Refletir


Se eu quiser falar com Deus

(Gilberto Gil)

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus


Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar
 

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Sentimento de Poeta

Crônica de Almir Paes no Blog EspiritualMente
Recife/PE
Em uma certa terça-feira, mais precisamente no dia 09 de maio de 2017, às 18:30h, quando me dirigia ao Educandário Espírita Joana D'Arc, observei as pessoas que passavam pelo meu trajeto e constatei que elas vinham sempre apressadas, com olhares e sentimentos distantes, longe de si mesmas.

Vi pessoas andando com cães, outras transitando de bicicleta, a pé como eu, de automóveis e motocicletas.

Observei também, no semblante de cada uma, o desenrolar da vida delas no seu cotidiano, fora das suas casas, sem as suas máscaras. Estava andando moderadamente, sem pressa, com tempo para tentar penetrar ou procurar entender os valores coletivos e individuais dessas pessoas.

Teve um momento em que eu tomei mais cuidado ao caminhar, pois estava muito distraído e também vestido com camisa de mangas compridas, calça jeans e sapato de couro... talvez eu exteriorizasse o perfil dos assaltantes de rua, que deslumbram e observam os transeuntes para uma possível investida criminosa...

Mas pensei bem: o que um assaltante vai querer levar de mim? Carro eu não tenho, nem popular e nem de luxo. Dinheiro eu também não tenho. Cartão de crédito ou débito muito menos. Eu tenho uma bicicleta usada, um celular popular, alguma sensibilidade, algum conhecimento e o sentimento de poeta. Isso interessa a pouca gente.

Em um mundo onde o "ter" prepondera sobre o "ser", quem não tem carro importado, celular de última geração, roupa de grife, cartão de crédito ou débito tipo ouro, se torna invisível, desprezível, descartável e insignificante.

Quem tem o hábito da leitura, o hábito de pensar, o hábito de fazer o bem, é considerado bobo, ingênuo, inocente. Quem não se dobra a esse Capitalismo degradante, a esse egocentrismo exacerbado, aos modismos, ao consumo de trambolhos e tralhas eletrônicas que se tornam obsoletas a cada 4 meses, não está inserido no processo social contemporâneo.

Eu sou crítico dessa sociedade egocêntrica e individualista. Essa sociedade que usa as pessoas e ama os objetos, mas não é por isso que vou me isolar desse sistema, mesmo discordando frontalmente dele. Eu só não posso e não devo é me adaptar a ele.

Eu tento modificá-lo com as minhas atitudes, minhas ideias, ações e exemplos. Não sou nenhum santo, tenho meus defeitos, cometo meus equívocos, mas ainda acredito no amor, na solidariedade, na atenção, na amizade.

Como dizia o saudoso poeta Belchior e eu corroboro com a minha forma de interpretar: não sou totalmente feliz, mas não sou mudo, hoje eu escrevo muito mais. Eu faço da minha caneta, do teclado do computador, do celular, minhas armas para direcionar, primeiro a mim, depois as outras pessoas, para uma realidade mais humana, mais cordial, mais fraterna.

Sou consciente que serei rejeitado, mal interpretado, mal entendido, pela maioria, por este meu sentimento de poeta, pelas minhas críticas ao sistema social vigente, mas continuarei a fazê-las e, na medida do possível, exemplificarei como seria o caminho inverso, o caminho do bem.


Almir Paes no Blog EspiritualMente
Almir Paes
O Cronista da Alma



terça-feira, 31 de julho de 2018

Entrevista com a Parapsicóloga Clínica Carla Bettin

Carla Bettin no Blog EspiritualMente
Carla Juliana Bettin


Formada em Administração e, mais recentemente, em Parapsicologia Clínica.

Atuação de trabalho com técnicas como:

- Reprogramação Mental;
- Análise da Tabela Familiar (Genetograma);
- Regressão de Memória;
- Hipnose;
- Orientação parapsicológica individual, em grupo, familiar ou empresarial;
- Acompanhamento para gestantes e/ou casais.

É escritora e colunista do site Eu sem Fronteiras.

Carla Bettin no Blog EspiritualMente


Contato:

Email: carlajuliana.bettin@gmail.com
Instagram: @carlabettinterapeuta
Facebook: Carla Bettin Terapeuta
Blog: Carla Bettin - Parapsicóloga Clínica


*          *          *


EspiritualMente - Como é a sua relação com a Religião e a Espiritualidade?

Carla - Minha relação com a Religião iniciou-se com o meu batismo na Igreja Católica, que recebi através de meus pais, padrinhos e familiares. Posteriormente, fiz Primeira Comunhão e Crisma.

Sempre fui muito participativa das missas, grupos de jovens, carismáticos, fiz viagens à Aparecida do Norte, Canção Nova etc. 

Fui uma criança muito sensitiva. 

Na adolescência/juventude era muito revoltada e nervosa, tive depressão, tomava remédios, dormia demais e chorava muito. 

Internamente sempre sentia que havia algo mais a ser descoberto, que muitas atitudes e comportamentos eram involuntários e que eu precisava descobrir mais a respeito, pois o que eu sentia e vivenciava não condizia com o que lá no fundo eu acreditava. Havia um impulso interno que me tornou uma buscadora, porém eu não sabia ainda o que exatamente buscava. 

Na faculdade, um amigo me indicou o livro "O Poder do Subconsciente" de Joseph Murphy. Fiquei maravilhada com a leitura, fiz até um teste para ver se funcionava mesmo a tal "lei de atração" e funcionou. Tomei gosto pela leitura e, durante as viagens diárias até a faculdade, lia cerca de 01 livro por semana. 

Nessa busca, conheci muitas Religiões, seitas, filosofias, xamanismo etc. Sempre muito curiosa, pesquisei e visitei muitas igrejas e fui conhecendo outras crenças, mas foi através da Parapsicologia que passei a me compreender melhor como ser humano e então percebi que o que eu buscava mesmo era paz e harmonia, tanto no meu interior quanto no exterior. 

Num primeiro momento houve uma confusão entre o que eu vinha descobrindo exteriormente e as minhas crenças pessoais, principalmente aquelas herdadas da família, mas depois pude organizar e, ao mesmo tempo, integrar tudo (separando o joio do trigo), analisei o que as Religiões tinham em comum, percebi que a busca no final era sempre a mesma e aí, sim, começou a minha relação com a Espiritualidade. 

Passei a compreender a grande teia da vida e a ver tudo como sagrado, a identificar aquilo que me desviava do caminho correto (até porque pecado significa errar o alvo), e tenho como espiritualidade a minha conexão sincera com Deus, a partir do meu interior, mas acredito que a Religião também pode ser uma ponte para esta conexão. 

Considero que a Religião é um caminho que pode nos oferecer a oportunidade de se conectar com Deus, mas que a Espiritualidade é a própria conexão em si. A partir desta compreensão é que se dá a minha relação tanto com a Religião quanto com a Espiritualidade.


EspiritualMente - Fale-nos um pouco sobre o que é e como funciona a Parapsicologia Clínica.

Carla - Parapsicologia é a ciência que estuda os fenômenos paranormais. O que muitas pessoas desconhecem ainda e que aos poucos estamos desmistificando, é que há muito tempo a Parapsicologia vem sendo aplicada como terapia (modalidade que tem como precursor o Frei Albino Aresi, capuchinho já falecido), e que vem auxiliando muitas pessoas, inclusive com relatos de curas físicas.

Eu faço parte da linha científica de Parapsicologia, que alega que os fenômenos paranormais são produzidos pela mente humana. Se é a mente que produz os fenômenos, faz-se necessário estudar e aprender como a mente funciona.

A escola a qual me formei tem como mentor o Dr. Pedro Antonio Grisa (in memoriam) e segue esta linha voltada para a aplicação terapêutica, tanto que o referido doutor desenvolveu brilhantemente um estudo voltado para a análise da tabela familiar, que possibilita identificar as crenças e programações subconscientes a partir da análise do genetograma (árvore familiar) e reprogramá-las indo diretamente na causa, ou seja, no processo de gestação e nascimento, pois o período gestacional é o momento onde está sendo estruturado o projeto de vida de um novo ser, e o processo de nascimento vem então finalizar este ciclo, representando a primeira conquista e vitória realizada pelo ser humano que é nascer. Tudo que ocorre depois é consequência da forma como esta primeira experiência foi vivenciada.

Então, a Parapsicologia Clínica - termo utilizado em sua pergunta - é a aplicação da Parapsicologia voltada para o atendimento clínico mesmo, ou seja, um olhar mais individual para aquele que a busca.


EspiritualMente - A partir de que momento ou situação recomenda-se ao paciente a utilização de técnicas como a hipnose, a reprogramação mental e a regressão de memória? À propósito, qualquer pessoa pode se submeter a estas técnicas?

Carla - Eu, particularmente, acredito que não existe uma regra. Estou me referindo a minha forma de trabalhar. Primeiramente, eu acolho, observo e interajo com a pessoa que está diante de mim em busca de atendimento e, conforme vamos trabalhando juntas, a cada sessão eu sinto qual a técnica mais apropriada para o momento. Há casos onde desde a primeira sessão a pessoa disse que não aceitaria fazer hipnose, porém obteve ótimos resultados mesmo assim.

Utilizo como base na aplicação da hipnose os dados da tabela familiar. No momento da técnica, os dados coletados são importantes para se ter elementos que possibilitem a compreensão do fato trazido à tona. A compreensão faz com que a pessoa passe a enxergar a situação perturbadora através de uma nova ótica. Com um novo ponto de vista em relação ao fato, ocorre então a reprogramação.

O resultado vai depender de pessoa para pessoa, quanto mais aberta estiver, bem como quanto mais relaxada e confiante para deixar a mente livre para acessar a memória, melhor o resultado.


EspiritualMente - Em que consiste a orientação parapsicológica individual, em grupo, familiar ou empresarial?

Carla - A orientação individual que me refiro na apresentação seria a consulta, o atendimento pessoal mesmo. Em grupo seriam palestras, workshops e cursos. 

No trabalho em grupo, aborda-se os assuntos de uma forma geral, mais instrutiva, e no atendimento individual é possível então analisar a história pessoal e direcionar os conhecimentos e a abordagem para um indivíduo em especial.

A orientação familiar pode proporcionar um caminho para a compreensão de si e do outro, analisando a partir deste contexto a personalidade de cada um para que possam se relacionar de forma mais harmônica.

E o trabalho é o local onde as pessoas passam a maioria do seu tempo diário, ou seja, em torno de 8 horas do seu dia convivendo com pessoas das mais variadas crenças. É muito comum as crenças individuais se chocarem e prejudicarem o relacionamento profissional, então a orientação empresarial pode ser benéfica tanto para os responsáveis pela empresa quanto para os funcionários.

Uma observação interessante é que, em 2005, quando fiz o TCC de Administração, meu tema foi "Qualidade de vida no trabalho", onde abordei a questão de que o funcionário estando bem em casa, estará bem no trabalho, se está bem no trabalho, estará bem em casa, o inverso também é verdadeiro. Hoje posso comprovar isto na prática.


EspiritualMente - "Mente sã, corpo são". Sabemos que muitas doenças podem surgir ou ser agravadas de acordo com o nosso estado mental. Que atitudes e hábitos você recomendaria para termos uma mente saudável?

Carla - As atitudes mais recomendáveis são as de alimentar todos os nossos corpos com aquilo que seja benéfico. 

Assim como o corpo físico precisa de alimentos saudáveis, o nosso mental precisa ser alimentado por pensamentos positivos, gerando consequentemente boas emoções em nosso emocional. 

Ter mais consciência em relação as nossas escolhas, sabendo que toda escolha traz uma consequência. 

Bons livros, boa música, boa alimentação, bons relacionamentos, voltar-se para o que é mais natural, para atitudes, comportamentos e ações que gerem boas memórias em nosso subconsciente, pois amanhã é resultado do que fazemos hoje. 

E, claro, fazer terapia. Diante de tudo o que estamos vivendo não cabe mais aquele pensamento de que terapia é para quem tem problemas, terapia é para quem quer se conhecer e viver melhor.


EspiritualMente - Em meio a tantas crises, escândalos e crescimento da violência, quais suas perspectivas sobre a atualidade e o futuro do Brasil? Estamos no rumo certo?

Carla - Analisando sob a ótica da resposta anterior, o que fazemos hoje é que vai determinar o nosso amanhã. Eu diria que não dá para afirmar se estamos no rumo certo, considerando-se o fato de que nem todos estamos no mesmo rumo.

Infelizmente muitas pessoas ainda estão manifestando atitudes e comportamentos destrutivos e que vão gerar consequências negativas. Ainda há pessoas que caminham pensando só em si, ignorando o todo.

Vejo atualmente muitos movimentos voltados para o autoconhecimento, preservação da natureza, despertar de uma nova consciência, e acredito que o rumo certo seja aquele em que vamos juntos rumo a um objetivo que leve em consideração o bem tanto individual quanto coletivo. Estes movimentos estão crescendo significativamente, então através desta perspectiva, sim, acredito que podemos encontrar o rumo certo a seguir.


EspiritualMente - Você tem algum projeto ou objetivo a ser alcançado como Parapsicóloga Clínica?

Carla - Meu objetivo é compartilhar a receita desta transformação incrível que realizei em minha vida. Hoje tenho plena consciência sobre qual o meu propósito de vida e quero seguir de forma a contribuir para este despertar que vem acontecendo.

Assim que possível, quero reunir os meus escritos (alguns já publicados em artigos) e publicar um livro para que possa alcançar muitas outras pessoas. A leitura sempre foi muito importante em minha vida conforme já relatei, foi o primeiro passo no meu caminho rumo ao autoconhecimento e transformação, sei que pode ajudar outras pessoas e continuar me ajudando também, já que a caminhada é constante.

E, no mais, estar aberta e atenta às oportunidades de contribuir com o meu trabalho e realizar a minha missão como, por exemplo, esta sementinha tão especial que está sendo plantada aqui no Blog EspiritualMente.


EspiritualMente - Que mensagem você deixa para os visitantes, seguidores e colaboradores do nosso blog?

Carla - A mudança que queremos ver no mundo começa dentro de nós. Quando transformamos nosso mundo interior, isto se reflete no exterior.

É preciso coragem para olhar para os fracassos e transformá-los em vitória.

É preciso coragem para olhar para o sofrimento e transformá-lo em alegria.

É preciso confiança para olhar para a maldade que habita dentro de si e escolher manifestar o bem.

É preciso humildade para compreender o outro e perdoar.

É preciso uma conexão sincera com Deus para acordar todos os dias e decidir que acima de tudo, vamos amar incondicionalmente.

É preciso gratidão ao olhar para todas as nossas transformações e viver plenamente no agora, onde tudo acontece, onde podemos sentir, e se podemos sentir, então a vida faz sentido.

Foi a mensagem que veio em meu coração agora e que coloquei em palavras.

Deixo votos de uma vida feliz e plena!

Agradeço a oportunidade!

Paz e luz!


*          *          *


Nós que fazemos o EspiritualMente é que agradecemos a colaboração e a gentileza de Carla Bettin por conceder tão bela e reflexiva entrevista!




quarta-feira, 4 de julho de 2018

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Quebrou meu celular!

Texto de Almir Paes no blog EspiritualMente

E daí?

Daí que eu aproveitei o domingo ensolarado e fui passear de bike na ciclovia. Fui até o bairro do Recife, sempre observando os monumentos físicos e humanos.

Observei algumas pessoas andando de bicicleta, pessoas saindo de noitadas festivas, outras indo trabalhar, outras pegando ônibus para irem à praia.

Texto de Almir Paes no blog EspiritualMente
Ciclofaixas de Recife/PE

Aproveitei também o dia para colocar minha leitura de livros impressos em dia. Dei uma volta com o cachorro, logo cedo. Conversei um pouco com a minha esposa enquanto tomava café. Andei pelo bairro, vendo as belezas naturais do mesmo. Observei as árvores frutíferas, as casas com arquiteturas antigas e os práticos, funcionais e horrendos edifícios.

Enfim, eu refleti que preciso me desligar um pouco mais da internet e do smartphone.

Preciso deslumbrar mais a vida.

Preciso abraçar mais, conversar mais.

Preciso aprender e apreender mais com as pessoas.

Preciso valorizar mais o apreço humano do que as curtidas do Facebook.

Continuarei na internet para me atualizar, aprender e passar algumas coisas minhas para as pessoas: meus textos e textos de outrem. Eu só não posso e não devo é fazer da internet a minha razão de viver. A minha razão de viver é minha família, meus amigos, as pessoas e a sociedade.

A internet é um poderoso instrumento de comunicação e aprendizado. Portanto, um viva para os tempos contemporâneos, onde se pode comunicar com um abraço e com um teclado de computador.

Almir Paes no blog EspiritualMente
Almir Paes
O Cronista da Alma