quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Médico dos pobres - Santtos Edson




De olhar calmo e sereno
Um semblante tão ameno
Que bondade é nosso irmão
Vem Bezerra de Menezes
Em auxílio quantas vezes
Quando chamado em oração

Dos enfermos nunca esquece
Somos todos um quando em preces
Rogando ao Pai consolação

Oh! Bezerra, meu irmão
Quanta luz em suas mãos
Vem curando corações

Raio bondade suprema
Da sua voz nasce poema
De amor, ternura e paz
Espírito de sabedoria
Alma de luz que irradia
E faz a força no coração

Dos enfermos nunca esquece
Somos todos um quando em preces
Rogando ao Pai consolação

Oh! Bezerra, meu irmão
Quanta luz em suas mãos
Vem curando corações

Vem curando corações
Vem curando corações
Vem, cura a nós, seus pacientes
Vem, cura a nós, seus pacientes


terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Falta poesia ao mundo

Texto de Almir Paes no Blog EspiritualMente

Num mundo digitalizado, mecanizado, objetivo, tenológico, com tanta produtividade de mentes e corpos, o ser humano ainda não aprendeu a amar!

Vamos refletir sobre isso.

Para quem é utilizada essa tecnologia? E essa produtividade, para quê e para quem serve? Cadê o compromisso das pessoas com outras pessoas? E a responsabilidade e o esmero na prática do fazer?

São indagações que devem ser refletidas e evidenciadas.

Falta a chave para abrir a porta do coração das pessoas. A poesia ajuda a edificar esta chave.

O mundo tem evoluído materialmente, mas a evolução moral não acompanha a velocidade deste processo de melhoria material. Na prática, o Apartheid continua. A sociedade continua excludente e discriminatória. Quem pensa diferente é repelido, replicado, ridicularizado e inviabilizado.

Padrões foram feitos para serem questionados e mudados e nunca para serem perpetuados. As pessoas precisam aprender a pensar, pensar crítico, com fundamentos. Não podemos repetir a História. Precisamos ser protagonistas desta História.

É preciso aprender a ter sensibilidade, solidariedade, empatia.

É preciso ter a alma de poeta. O poeta vê além do que se apresenta os fatos, além do que se impõem as assertivas.

É preciso contemplar os fatos, as coisas, a vida.

Num mundo com tanto desamor, indiferença, exclusão, é preciso incluir a poesia para semear uma vida melhor e nos tornarmos artífices da humanização deste mundo.

É preciso ser poeta, poeta da vida, poeta do mundo!

Não podemos e nem devemos inverter as referências e os valores: o material vem depois do ser humano e por ele é idealizado.

Podemos e devemos ter uma tecnologia de ponta, mas que ela seja voltada para as pessoas, para os seres humanos. 

Podemos e devemos aumentar a produtividade, mas com inclusão, dignidade e oportunidade para todos.

Precisamos aprender a ser poetas. Aprender a amar!

Almir Paes o Cronista da Alma
Almir Paes
O Cronista da Alma




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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Não voltes a pecar


          É fato que dificuldades sempre se apresentam, afinal, nosso planeta é de enfrentamentos e não existe quem não tenha problemas e, sim, quem tem menos problemas que outro. Isto porque cada um está numa determinada faixa evolutiva, embora estejamos todos no mesmo globo, mas cada um trouxe consigo a bagagem da vida anterior que pode ser leve ou pesada dependendo de como nos conduzimos nas últimas encarnações.

          Mas o que nos conforta é saber que o Criador manda, para nos acompanhar na trajetória, espíritos amigos, sendo um deles chamado de Protetor, Mentor Espiritual, Guia Espiritual ou Anjo de Guarda. Afinal, o nome não interessa e estes benfeitores tem a missão de nos auxiliar primeiramente com intuições para que o fardo seja possível de ser suportado.

          Ao mergulharmos na carne e quando já estamos numa fase final da adolescência, muitas vezes nos distanciamos de Deus e enveredamos por caminhos tortuosos e a vida torna-se mais difícil de ser trilhada. Para que tenhamos um bem estar em nossa trajetória aqui na Terra, é necessário que sintonizemos com coisas boas, edificantes.

          Conhecemos pessoas que, ao perguntar-lhes como tem passado, imediatamente num baixo astral dizem estar mais ou menos. Ora, esta resposta é muito ruim para o organismo delas, pois estão puxando energias de baixa vibração. É como se fizéssemos aproximar de nós o lixo espalhado pelo ar. Mesmo que não estejamos bem no momento que nos perguntam, devemos sempre dizer que está tudo bem, afinal se estamos sofrendo algo, certamente merecemos e não devemos agravar esta condição manifestando situação que outrem não pode auxiliar. A própria pessoa que pergunta para nós como estamos, ao receber como resposta "mais ou menos" ou "não estou bem" vai formar em sua tela mental uma energia negativa a qual será emanada com agravamento a nós.

          Vivamos a vida com otimismo, mesmo que estejamos passando por dificuldades, pois certamente logo ali tudo se aclarará e não vai ser com lástimas que iremos melhorar a situação. Nossa evolução ainda é pequena para entendermos bem como funcionam as energias, mas temos certeza de que elas são responsáveis por manter nosso corpo material em equilíbrio ou não.

          Aquelas pessoas que normalmente reclamam da vida e gostam de dizer que seu problema é maior que o do outro, acabam por não aproveitar os momentos que estão vivendo e, certamente, são pessoas infelizes e sofrem muito, acabando por contrair várias doenças ao longo da vida. Restabelecem-se, mas logo em seguida, voltam a adoecer. Devemos passar ao outro otimismo, alegria, harmonia, serenidade, tudo isso nos envolverá num halo energético positivo e muitas patologias não se manifestarão em nós.

          Lembra quando Jesus curava e dizia: "vai e não voltes a pecar"! Pois é, vamos manter nosso pensamento elevado o maior tempo possível do dia e certamente seremos mais felizes.

          Muita paz amigos!  





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Os outros

Os outros

Ano: 2001

Direção: Alejandro Amenábar

Gênero: Suspense / Terror

Nacionalidade: EUA / França / Itália / Espanha

Com: Nicole Kidman, Elaine Cassidy, Christopher Eccleston

Sinopse: Durante a 2ª Guerra Mundial, Grace (Nicole Kidman) decide se mudar, juntamente com seus dois filhos, para uma mansão isolada na Ilha de Jersey, a fim de esperar o retorno do seu marido da guerra. Como seus filhos possuem uma estranha doença que os impedem de receber diretamente a luz do sol, a casa onde vivem está sempre em total escuridão. Eles vivem sozinhos seguindo rigorosamente certas regras, como nunca abrir uma porta sem fechar a anterior, mas quando eles contratam empregados para a casa, terminam quebrando estas regras, fazendo com que imprevisíveis consequências ocorram.

Comentário: Muitos espíritos não sabem que já desencarnaram. Vivem como se ainda estivessem no corpo material. E essa impressão de ainda estarem na matéria acabam perturbando os que estão encarnados.  Este é o tema principal do filme, que aborda de uma forma bem interessante este fenômeno. Além disso, a história tem um final surpreendente. 



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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Mais um Carnaval

Texto de Almir Paes no Blog EspiritualMente

Com a proximidade de mais um Carnaval, recordo-me daqueles velhos Carnavais, onde morávamos na Avenida Recife, no bairro da Estância, situado na zona sul da Capital Pernambucana.

Lembro-me dos "Blocos de Sujos" - como eram assim chamados aquelas agremiações - do mela-mela, das bombas d'água com água limpa, como também era limpa a intenção de cada um.

Recordo-me que o Sr. Rubem enchia o seu caminhão com crianças e adultos e ia dar uma volta nos locais de folia.

Lembro-me também do Corso, onde os carros percorriam as ruas do centro da cidade bem devagar, um atrás do outro, e as pessoas jogavam água perfumada e lança-perfume umas nas outras.


Texto de Almir Paes no Blog EspiritualMente
Corso

Com o ir e vir dos carros, as pessoas se encontravam e se conheciam ali mesmo. Muitos namoros começaram desta forma nesta época. As pessoas ainda eram bem intencionadas. Elas conversavam umas com as outras com o simples interesse de alicerçar e fazer boas amizades. Os mais jovens tinham a intenção de namorar, noivar e casar com a moça ou rapaz que conheciam e conversavam nesse local.

A festa carnavalesca é fruto da raiz viva dos costumes, usos e valores do povo. Se isto for tirado deste povo só vai restar o capitalismo predador, o consumo imposto pelas grandes empresas através da mídia e as modas padronizadas de quem só tem o interesse de ganhar, de lucrar, de espoliar o mais que puder.

O mal do Carnaval não está na festa, mas nas intenções de cada um que adentra a mesma.

A festa continua a mesma, com algumas inovações tecnológicas como por exemplo o trio elétrico gigante, camarotes, apartações vivas e concretas.

A sociedade também mudou. Ela está mais ocupada, mais estressada, mais egocêntrica, individualista, desumana... e essa desumanização reflete-se nos festejos carnavalescos atuais. 

Nós não podemos e nem devemos rejeitar o Carnaval. Precisamos também respeitar a opção de cada um. É só ter e manter uma postura cristã quando adentrar nas festas de Momo. Não podemos deixar essa postura lá fora, como se deixa uma capa ou uma roupa em algum cabide.

Assumamos essa postura cristã onde quer que estejamos. Afinal, RESPONSABILIDADE e RELIGIOSIDADE não saem de férias durante o Carnaval.

No mais, uma boa festa para todos! Com muita responsabilidade, muita consciência e sem esquecer de levar sempre consigo essa postura cristã.



Almir Paes no Blog EspiritualMente
Almir Paes
O Cronista da Alma



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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Entrevista com Juliana Romera

Juliana Romera no Blog EspiritualMente

Juliana Romera é formada em Educação Física. Já trabalhou com hidroginástica, natação, musculação e ginástica coletiva.

Em 2006 teve seu primeiro contato com o Yoga. Logo começou a se interessar pela teoria e pela filosofia, o que a levou a formação como Professora de Yoga.

Em 2012 criou a página Yoga Diária com a intenção de mostrar que o mesmo é muito mais do que posturas, apresentando os vários aspectos que este estilo de vida pode proporcionar às pessoas.


Yoga Diária no Blog EspiritualMente

Atualmente, Juliana dá aulas regulares de Yoga, além de cursos e palestras sobre o tema, e também atua como personal com foco em reabilitação e terceira idade.

Contato:

https://www.yogadiaria.com.br/
https://www.facebook.com/YogaDiaria/


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EspiritualMente - Como é a sua relação com a religião e a espiritualidade?

Juliana - Fui criada numa família católica, o que me levou a fazer catequese, mas não era algo que me fazia muito sentido, pois tinha muitas dúvidas e ninguém tinha paciência para explica-las (risos). Logo, nunca foi uma coisa que fez muito parte da minha vida e, na minha cabeça, o mais fácil era "não acredito em nada"! Tempos depois, li um pouco sobre o Budismo num livro que comprei achando que falava de escaladas nos Himalaias, mas era um diálogo entre um rapaz que tinha ido esquiar e um mestre. Este livro trouxe muitas coisas interessantes para mim. Mais tarde, aos 23 anos, conheci o Yoga e tive um professor que passou a dar aulas de "Filosofia do Yoga". Foi algo que imediatamente fez sentido para mim e me atraiu. Yoga não é religião, mas carrega certa religiosidade e devoção que me identifico e me faz muito bem.


EspiritualMente - Como o Yoga chegou em sua vida?

Juliana - Minha tia-avó praticava e levou minha mãe que adorou e me convenceu a ir fazer uma aula para conhecer. Lá no fundo, eu fiquei com o pé atrás achando que seria "parado" demais para mim... mas foi bem diferente. Nunca mais parei! A prática me atraiu fisicamente e depois conheci o que tinha além das posturas e fez mais sentido ainda.


EspiritualMente - Muitas pessoas afirmam que Yoga é um tipo de ginástica, outras acham que é um exercício respiratório e ainda há aquelas que consideram uma doutrina religiosa. Afinal, o que é Yoga?

Juliana - Bem, o Yoga pode até ser apenas uma ginástica se o praticante focar apenas nas posturas e em performance, buscando um corpo bonito, buscando melhorar força, flexibilidade, dores na coluna etc., mas com isso ele deixa de ganhar muito mais que o Yoga oferece. Pode ser também exercícios respiratórios, mas sem um corpo que aguenta ficar sentado por algum tempo sem incômodo, sem uma mente capaz de aquietar e permanecer focada durante a prática, um lado emocional forte para aguentar as emoções que possam surgir dessas práticas, dessas aquietações da mente, a única coisa que o praticante irá ganhar é um certo relaxamento de sentar e respirar, mais nada. Para isso, não precisa ser Yoga. E como o Yoga não é uma religião (no sentido que estamos acostumados), logo ele não pode ser uma doutrina religiosa. A parte que trata da espiritualidade é chamada Vedanta, que fala sobre a realidade do EU, do indivíduo que é imutável, o que não separa nada de Deus e, sim, considera que apenas Deus é real, que tudo que existe na nossa realidade é Deus. O Yoga é um estilo de vida que busca esse entendimento e para isso a mente precisa ser madura, ter um certo preparo. E todas as práticas (posturas, respirações, meditações etc.) são voltadas para isso, para equilibrar a mente e as emoções, trazer clareza mental e essa maturidade necessária na mente.


EspiritualMente - A partir de que momento ou situação recomenda-se a prática do Yoga? Qualquer pessoa pode praticá-lo?

Juliana - Muitas pessoas chegam no Yoga por conta de algum desequilíbrio (físico ou mental) e acabam achando esse "conforto" nele, mas qualquer momento é o momento certo. O Yoga é para todos, em momentos diferentes de vida, por necessidades diferentes e ele é adaptável para qualquer um, seja fisicamente como no estudo. Pensando nas posturas, já que é a porta de entrada na maioria dos casos, existem diferentes "linhas" de Yoga, maneiras diferentes de se conduzir uma prática (mais lenta, mais rápida, mais permanência, mais alinhamento, mais respiração etc.) o que acaba proporcionando que diferentes corpos e mentes achem uma que "encaixa".


EspiritualMente - Já ouvimos relatos de pessoas que expressaram o desejo de praticar Yoga, mas desistiram devido ao receio de não serem compreendidas pelos membros da religião que professa. Esta situação é comum ou representa casos isolados? O que você diria a uma pessoa que está vivenciando uma situação parecida?

Juliana - Já ouvi isso, mas não acho que seja muito comum, pois se a pessoa se permitiu essa abertura isso nem sempre é um conflito para ela. A pessoa que passa por isso muitas vezes tenta se impor brigando, se rebelando etc. e isso é a pior forma de mostrar para as outras pessoas que o seu caminho está correto. Faça o seu Yoga da forma que for possível e vá mostrando às pessoas como você tem se tornado uma pessoa melhor, e isso será seu maior argumento para falar com quem é contra. Camufle coisas, ou seja, não precisa usar as imagens para fazer Yoga, não precisa de nomes em sânscrito, nada disso, simplifique na hora de explicar o que é dizendo apenas que é uma ginástica para o corpo e uma terapia para a mente.

Frase de Juliana Romera no Blog EspiritualMente


EspiritualMenteQuais os principais benefícios físicos e mentais da prática do Yoga?

Juliana - Podemos pensar em benefícios mais físicos, densos, como melhora da força, da flexibilidade, da consciência corporal, do equilíbrio e tantos outros como qualquer exercício físico, como também em benefícios mais sutis, mentais e emocionais como a melhora do foco, da disposição, da concentração, da superação, uma forma de "aprender a acalmar", aprender a lidar com situações diversas com equilíbrio e muitos outros. Devemos reforçar que o Yoga não é apenas as posturas, senão estes outros benefícios nem sempre serão alcançados com eficiência.


EspiritualMente - Você tem algum objetivo ou projeto relacionado ao Yoga?

Juliana - O Yoga é um estilo de vida, uma forma de encarar a rotina, as situações etc. Eu sou professora de Yoga, o que me ajuda a levar isso às pessoas, mas não precisa estar em sala de aula para levar Yoga. Ele está por trás de cada atitude. Meu objetivo dentro do Yoga é levar ele para o maior número de pessoas sem frescura, sem misticismo, de forma leve e clara. Tenho um projeto chamado Yoga Diária nas redes sociais, com frases, reflexões, vídeos e assim vou atingindo as pessoas.





EspiritualMente - Que mensagem você deixa para os colaboradores, seguidores e visitantes do nosso Blog?

Juliana - Caso alguma coisa nessas palavras tenha feito sentido para você, procure mais sobre Yoga e Vedanta, independente da sua religião. Os valores passados te farão uma pessoa mais feliz! Namastê!


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Agradecemos a Juliana Romera pela colaboração e por conceder esta interessante entrevista!