quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Entrevista com Adriana Provedel

Adriana Provedel

Nasceu no Rio de Janeiro (RJ), mas reside atualmente em Florianópolis (SC).

Formada em Psicologia e Filosofia, com especialização em História da Filosofia, Hipnose Clínica e Terapia de Vida Passada. Atua como Psicóloga Clínica e Terapeuta de Vida Passada. É coordenadora e palestrante no projeto Oficina dos Sentimentos no Parque Ecológico de Córrego Grande em Florianópolis.

É casada e tem uma filha de 15 anos.

Participa das atividades mediúnicas do Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis (ICEF).


*               *               *

EspiritualMente - Como é a sua relação com a Religião e a Espiritualidade?

Adriana - O contato com o Espiritismo aconteceu na infância, através do meu avô paterno e do meu pai. A frequência ao Centro Espírita e o trabalho na mediunidade aconteceram bem mais tarde, aos 29 anos.


EspiritualMente - Quando começou seu interesse pela Terapia de Vida Passada (TVP)?

Adriana - Iniciei minha vida profissional na Psicologia em uma clínica psiquiátrica. O contato com quadros graves como as psicoses, sem considerar o aspecto espiritual, como as obsessões e a mediunidade em desequilíbrio, gera muita frustração e sensação de impotência. O tempo que permaneci na instituição foi marcado pela necessidade de manter silêncio diante das evidências das manifestações espirituais e acompanhar os pacientes submetidos ao tratamento com as ferramentas da Psiquiatria ortodoxa, que classifica, faz o diagnóstico e medica, mas ainda não chegou as causas, por negar que essas doenças tem a sua etiologia na história espiritual do ser humano. A TVP surgiu a partir de um curso de formação em hipnose clínica, com o saudoso Dr. Fernando Rabelo, que iniciou um trabalho pioneiro dentro do Hospital Miguel Couto (hospital público do Rio de Janeiro), inaugurando o serviço de hipnose e o curso de formação com uma abordagem espiritualista. O curso e o trabalho no hospital representaram a união entre a ciência e a espiritualidade e ainda me trouxe respostas que me levaram a pesquisar e aprender muito mais sobre a ciência da alma. Esse aprofundamento eu adquiri na Sociedade Brasileira de Terapia de Vida Passada (SBTVP).


EspiritualMente - A partir de que situação é indicada a TVP para o paciente? Qualquer pessoa pode se submeter a esta terapia?

Adriana - A TVP, como qualquer outra linha em psicoterapia, visa o autoconhecimento e a autotransformação. Por isso, qualquer pessoa que busca o tratamento psicoterápico pode se submeter a TVP. A ferramenta da regressão de memória permite que se chegue as causas dos sintomas de maneira mais rápida e assertiva, diminuindo o tempo total da terapia. A única exigência que fazemos por conta de alterações físicas que acompanham reações emocionais, no caso de pacientes cardiopatas, hipertensos ou diabéticos, é que estejam em tratamento médico.


EspiritualMente - Há casos em que o paciente, submetido a TVP, não consegue se lembrar da origem do problema numa existência anterior? Em outras palavras, que tipo de bloqueio pode dificultar ou cancelar a terapia?

Adriana - Na SBTVP, costumamos dizer que não existe cliente resistente, mas sim, terapeuta impaciente. O bloqueio e a resistência fazem parte mesmo do processo. O cliente pode não aceitar logo de imediato a se ver em papéis pouco lisonjeiros com um algoz ou em outro sexo, ou ainda numa condição de muita submissão como um escravo. Para superar essa dificuldade e característica do ego com suas defesas, utilizamos os recursos da terapia de apoio e trabalhamos esses aspectos. Os casos em que a terapia deve mesmo ser interrompida, tem relação com a falta de envolvimento do cliente no processo. Esses casos acontecem quando o cliente tem um familiar que o obriga ou faz algum tipo de chantagem para que se submeta a terapia.


EspiritualMente - O conhecimento dos postulados espíritas, por parte do terapeuta ou do paciente, ajuda no entendimento e na realização da TVP?

Adriana - Sim, ajuda muito mesmo. A TVP tem como base a reencarnação, por isso, estudos sobre a lei de causa e efeito, o período entre uma vida e outra, no mundo espiritual, os processos obsessivos e a reforma íntima, são importantes pois diminui o tempo que o terapeuta leva na explicação desses princípios.


EspiritualMente - Qual a reação de um paciente, que não tem afinidade e nem conhecimento dos princípios espíritas, quando é sugerida a TVP? E como fica este mesmo paciente, espiritualmente falando, após ser submetido ao tratamento?

Adriana - Pessoas que são contrárias a visão reencarnacionista quando recorrem a TVP apresentam sintomas que geram muito sofrimento por longo período de tempo. Em muitos casos já passaram por diversos consultórios de psiquiatras e psicólogos e ainda estão sem resposta para as suas dores. Esses clientes, por esse histórico, apresentam-se motivados e participam ativamente de todo processo.

Atendi recentemente um pastor evangélico que apresentava o quadro de transtorno de ansiedade generalizada por mais de 20 anos. Com a TVP, teve alta em 6 meses de tratamento, foi muito bem-sucedido e ficou curado, no entanto, afirma que os seus personagens são criações de seu inconsciente.


Para o sucesso da terapia, não é imprescindível que o cliente acredite em reencarnação, mas que trabalhe os conteúdos da sua vivência de forma dinâmica, sem desqualificar os personagens e cumprindo os passos necessários para a reprogramação, que corresponde a conscientização e mudança de comportamento após a regressão conforme a orientação que recebe do terapeuta. A TVP pode levar uma pessoa materialista ou ateu a se espiritualizar em alguns casos. 


Um cliente de apenas 23 anos relatava 03 tentativas de suicídio, com um grave quadro de depressão. Após uma vivência em que relatou um quadro idêntico ao relato de suicidas após a morte em psicografias ou livros espíritas, esse cliente, que se dizia ateu e nem acreditava em vida após a morte, desistiu da ideia do suicídio e se tornou um estudioso de temas espiritualistas e frequentador de centro espírita.



EspiritualMente - Poderia nos contar algum caso interessante de TVP realizada por você?

Adriana - Vou relatar um caso de regressão a fase perinatal, que corresponde ao período da gestação e nascimento. Esse tipo de vivência não é muito comum, mas quando acontece possui um alto potencial de cura. Darei o nome fictício de Mário para o cliente de 16 anos que chegou acompanhado de sua mãe e com muita vergonha de falar do seu sintoma. Desde os 5 anos de idade, Mário jamais conseguiu defecar no vaso sanitário. Utilizava um jornal e ainda obrigava sua mãe a recolher o jornal. A relação dele com a mãe era péssima, como se Mário tivesse mesmo a rejeitado desde muito cedo. Na primeira vivência, o adolescente descreveu o ambiente intrauterino com riqueza de detalhes e o drama de ter sido expulso pelo aborto provocado até o momento em que cai no vaso sanitário e desce pela descarga. Na segunda sessão, entrevistei a mãe para passar também o conteúdo da vivência, tendo em vista que o cliente é menor de idade e a participação da família é uma exigência da terapia. A mãe relatou com muita emoção que engravidou de um namorado aos 18 anos e abortou com remédios. Na época, somente uma amiga e o próprio namorado souberam e acompanharam todo o ocorrido. Os anos passaram, a mãe casou e dois anos depois teve o primeiro filho sem nenhum problema. Oito anos mais tarde, nasceu Mário com todos esses sintomas, tornando-se lógico e evidente que ele era o espírito que havia sido abortado. Com o exercício do perdão e da reconciliação, foi totalmente curado, do sintoma e até das feridas afetivas.


EspiritualMente - Que mensagem final você deixa aos seguidores e visitantes do nosso Blog?

Adriana - Gosto muito de uma frase atribuída a Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço e fundador da psicoterapia analítica. Essa frase representa um incentivo a mudança interior ou reforma íntima: "Você não se torna iluminado imaginando figuras de luz mas, sim, ao tornar a escuridão consciente".



*               *               *


Agradecemos a Adriana Provedel pela gentileza em conceder tão esclarecedora e reflexiva entrevista!      

    

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Setembro Amarelo

Artigo de Nilton Moreira

Quando ainda estamos no Plano Espiritual, preparando a nossa vinda à carne, temos uma visão ampla do que vamos enfrentar aqui. Somos ajudados por vários espíritos amigos, muitos pertencentes à parentela espiritual e que torcem para que tudo dê certo conosco.

O local onde iremos nascer e os pais que teremos são situações já programadas. Também está no contexto nossa aparência física que pode ser bela ou feia, bem como deficiência de algum de nossos órgãos ou sentidos.

O espírito que somos sabe que enfrentará problemas que podem ser até graves e, embora tenha coragem para nascer, não sabe se vai obter êxito, mesmo sabendo que receberá ajuda durante a vida.

É da Misericórdia Divina o esquecimento do passado por ocasião do nascimento, isto para possibilitar que, ao reencontrar-se com algum desafeto de vidas anteriores, possa o reencarnante efetuar o resgate das faltas sem eclodir rancor.

Acontece que muitos de nós, ao longo da vida, arrumamos problemas que não estavam dentro do programado, então o fardo fica pesado demais, vindo as angústias, os desânimos, as depressões e principalmente a melancolia, que é a vontade que o espírito sente de abandonar o corpo para voltar à Pátria Espiritual de onde veio.

A melancolia ao ser enfrentada se desfaz e a vontade de permanecer na luta continua, pois que o espírito que habita nosso corpo se conscientiza de que nada vale querer retornar antes do tempo, isto é, antes de cumprir os objetivos que aqui veio realizar.

Mas, muitas vezes, esta melancolia, unida à falta de fé, a depressões profundas e ingestão de medicamentos tarja preta, misturados ao álcool, causa uma confusão mental e acabam levando as pessoas a enveredarem a pensamentos de dar cabo a existência, acreditando que assim estará tudo resolvido, pois que perdendo a fé, que é o mais importante, não vislumbra nada além da vida.

O suicídio é o maior dos crimes que podemos cometer, pois interrompemos a nossa trajetória aqui na Terra, gerando um débito maior. Além de não concluirmos o que efetivamente nos comprometemos de fazer antes de nascer, ainda no Plano Espiritual, cometemos uma grave transgressão ao nosso corpo orgânico que é uma cópia do corpo perispiritual, que muitos denominam de alma.

Vemos todos os dias pessoas nascendo com os mais diversos defeitos físicos e encontramos na literatura espírita as devidas explicações, cujas consequências se originaram em suicídios pretéritos.

Certamente, o suicida de hoje vai enfrentar muita angústia numa próxima existência e terá ainda que resgatar os débitos que não concluiu. Deus nos criou para sermos vencedores. Ninguém vem a Terra para apenas sofrer e não está em nossa programação de vida a interrupção desta.

Lutemos pela vida! Sempre haverá uma saída! Ninguém sofre por acaso! Ninguém está abandonado aqui na Terra!

Coluna Estrada Iluminada
Nilton Moreira


Para ler outros artigos de Nilton Moreira, clique aqui!



sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Considerações sobre a velhice

Texto de Almir Paes no Blog EspiritualMente

Qual a razão pela qual o Criador nos concedeu as diversas etapas da vida?

Na infância, somos dependentes, geralmente dos pais.

Na adolescência, "não dependemos de ninguém". Queremos ser os donos do mundo.

Na juventude, navegamos pelos arroubos desta faixa etária.

Na meia-idade, começamos a circunscrever as ideias e atos mais experientes, mais sensatos.

E aí, vem a velhice, e com ela as artroses, artrites, osteoporoses, as dores diversas, as limitações do corpo físico. Quando temos o merecimento de permanecer com a nossa lucidez, as oportunidades de aprendizado ficam abertas.

Aquele corpo sarado, aquele nariz empinado, aquela arrogância exacerbada, vão desaparecendo. As rugas vão dando o ar da sua graça, a aparência vai mudando, a beleza exterior se deteriorando. Se valorizamos a beleza interior, passamos sem muitas dificuldades por esse estágio de vida. Caso contrário, a depressão será nossa companheira de quarto e sala.

Em nosso estágio evolutivo, ainda precisamos passar por essas etapas. As dores advindas de doenças dessa fase - reumatismo, coluna etc. - são elementos catalisadores para a nossa evolução. Elas são lembretes, ainda necessários, para a nossa ação no bem. Elas também nos remetem a grandes reflexões: quem somos? o que fizemos? o que deveríamos ter feito? para onde vamos?

Como diz um ditado popular, "a dor é uma bênção, mas para quem não a tem". A dor é difícil de administrar. As dores físicas são terríveis. As dores morais são ainda piores de absorver e deglutir. Por isso, nesta atual faixa evolutiva, ainda precisamos delas para dobrar o nosso egoísmo, o nosso orgulho, a nossa vaidade, a nossa maledicência, as nossas imperfeições.

A velhice é uma preparação transitória para grandes mudanças, tão necessárias para todos nós. A proximidade da morte nos condiciona a grandes reflexões. O desencarne nos proporciona uma mudança de plano. É uma nova oportunidade de aprendizado. Adentrar ao mundo espiritual é entrar na grande Escola da Vida. Lá, se quisermos, de acordo com o nosso livre-arbítrio, aprenderemos muito. As provas e práticas deste aprendizado serão efetivadas em uma outra reencarnação, na Terra ou em outro planeta. Disso dependerá o nosso estágio evolutivo.

Por tudo isso, precisamos conversar com os jovens e dizer a eles que é na juventude que a gente estabelece o que quer na velhice, se chegarmos lá. É preciso também dizer a eles que vamos colher na velhice do corpo o que tivermos plantado na juventude. A velhice é uma época oportuna para avaliarmos o que fizemos da vida até agora. Se a morte chegasse hoje, o que teríamos para levar?

Portanto, vamos refletir sobre essas e outras indagações!

Almir Paes no Blog EspiritualMente
Almir Paes
O Cronista da Alma




Para ler outros textos de Almir, clique aqui!

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Felicidade - Marcelo Jeneci & Laura Lavieri


Haverá um dia em que você 
Não haverá de ser feliz
Sem tirar o ar, sem se mexer 
Sem desejar como antes sempre quis
Você vai rir, sem perceber
Felicidade é só questão de ser
Quando chover, deixar molhar
Pra receber o sol quando voltar

Lembrará os dias que você
Deixou passar sem ver a luz
Se chorar, chorar é vão
Porque os dias vão pra nunca mais

Melhor viver, meu bem
Pois há um lugar
Em que o sol brilha pra você
Chorar, sorrir também
E depois dançar
Na chuva quando a chuva vem

Melhor viver, meu bem
Pois há um lugar
Em que o sol brilha pra você
Chorar, sorrir também
E dançar
Dançar na chuva quando a chuva vem

Tem vez que as coisas pesam mais 
Do que a gente acha que pode aguentar
Nessa hora fique firme 
Pois tudo isso logo vai passar
Você vai rir, sem perceber
Felicidade é só questão de ser
Quando chover, deixar molhar
Pra receber o sol quando voltar

Melhor viver, meu bem
Pois há um lugar
Em que o sol brilha pra você
Chorar, sorrir também
E depois dançar
Na chuva quando a chuva vem

Melhor viver, meu bem
Pois há um lugar
Em que o sol brilha pra você
Chorar, sorrir também
E dançar
Dançar na chuva quando a chuva vem




quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Confiemos em Cristo-Jesus


Sabe-se que, modernamente, o homem detêm dois métodos infalíveis para se obter provas da existência de um Criador, ou, como queira, de Deus: a Inteligência Suprema do Universo.

O primeiro de tais métodos está na prova viva do "sentir", em nós mesmos, que Deus existe; e, no segundo deles, no axioma científico de que "não há efeito sem causa" e, portanto, não sendo obra do nada ou do acaso, o Universo há de ter um Projetista, um Criador, salvo se, atropelando o nosso "sentimento", a nossa "razão", crermos na possibilidade de um efeito sem causa e, pois, crermos que o dito Universo surgira do nada, do acaso, como é possível de verificar-se em alguns filósofos e cientistas modernos que, por sua vez, se opõem ao "sentir" e ao "raciocínio" lógico de que não possa haver efeito sem causa.

Para Kardec, de comum acordo com os princípios ditados pelos Superiores da Espiritualidade: "A harmonia do Universo testemunha uma sabedoria, uma prudência e uma previdência que suplantam todas as faculdades humanas; o nome de um Ser soberanamente grande e sábio está inscrito em todas as obras da criação, desde o ramo de erva e no menor inseto, até os rastros que se movem no espaço; por toda parte vemos a prova de uma solicitude paternal; por isso, cego é aquele que não vos reconhece em vossas obras, orgulhosos aquele que não vos glorifica e ingrato aquele que não vos rende ações de graça" (Vide: O Evangelho Segundo o Espiritismo).

Ora, se o Espiritismo fornece provas da existência de Deus, da palingenesia e, pois, dá testemunho inequívoco de nossa imortalidade, qual o motivo primordial desta Nova Revelação que, em meados do século 19, se mostrara ao mundo por meio de provas inconcussas, provas e estudos sérios dos mais eminentes homens de Ciência, homens de um saber e de uma cultura universais?

Segundo ele mesmo, o Espiritismo surge como promessa do Nazareno que, ao seu tempo, há dois mil anos atrás, preconizava ter, ainda, muitas outras coisas para nos dizer, mas que não poderia ser compreendido naqueles dias do seu breve instante terreno. E, por tal mesmo, Jesus promete um outro Consolador, o Espírito de Verdade, nas palavras de que: 

"Eu pedirei a meu Pai, e Ele vos enviará um outro Consolador, a fim de que permaneça eternamente convosco: o Espírito de Verdade (...) Mas o Consolador, (...) que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará relembrar de tudo aquilo que eu vos tenha dito".
(João, cap. 14, v. 15, 16, 17 e 26)

Logo, temos o Espiritismo como promessa cumprida do Mestre Nazareno, ensinando-nos paulatinamente e sucessivamente todas as coisas e nos fazendo recordar todos os seus passos, suas prédicas suaves, convidando-nos, a todos, à prática viva de seus sublimes ensinos como meio infalível de nossa paz, nosso aprimoramento e progresso espiritual.

Cremos, pois, que nestes momentos de tão grande turbulência no mundo terreno, só a fé e a confiança na Providência Divina, pode nos livrar da maldade dos homens, do pessimismo, da depressão e de outros tantos males da sociedade moderna.

Creiamos que Jesus está no leme e na direção da grande barca terrena!



Fernando Rosemberg Patrocínio
Fundador de Núcleo Espírita Cristão
Coordenador de Estudos Doutrinários
Palestrante, articulista e escritor com dezenas de eBooks gratuitos instalados na Web-Artigos e em seu blog: http://fernandorosembergpatrocinio.blogspot.com/
E-mail: fernandorosemberg4@gmail.com 








segunda-feira, 2 de setembro de 2019

O homem do futuro

Sugestão de filme do Blog EspiritualMente

Ano: 2011

Nacionalidade: Brasil

Gênero: Comédia / Fantasia

Direção: Cláudio Torres

Com: Wagner Moura, Alinne Moraes, Maria Luísa Mendonça.

Sinopse: João/Zero (Wagner Moura) é um brilhante cientista que não consegue esquecer uma humilhação que passou publicamente há 20 anos atrás, durante uma festa na escola, perdendo Helena (Alinne Moraes), uma antiga e eterna paixão. Numa experiência com um de seus inventos, ele consegue realizar uma viagem no tempo, retornando para o dia mais humilhante de sua vida, com a intenção de interferir no seu destino. Será que ele conseguirá acertar as coisas?




Comentário: Qualquer fato ou situação que vivenciamos em nossa existência pode deixar inúmeras lições e aprendizados. Às vezes, passar por uma experiência desagradável e, até mesmo, humilhante, pode ser uma forma eficaz de aprendizagem e de remodelação do nosso caráter. Esta é a grande mensagem do filme, que nos leva ao mesmo tempo a rir e refletir.




quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Nada é para sempre

Texto de Almir Paes no Blog EspiritualMente

A dialética da vida nos direciona para mudanças: mudanças de rumos, de endereços, de ideias, de destinos, de amigos, de projetos de vida...

Quando há uma longa convivência com alguém, nós pensamos que vamos ficar ao lado dele(a) por toda a vida.

Ledo engano.

Ou a pessoa vai embora por vontade própria ou muda do plano físico para o espiritual. Daí, foi encerrado, temporariamente, mais um ciclo deste convívio material. Iremos nos encontrar, de certo modo, em outras ocasiões, de outras formas. Isso acontece na convivência com os nossos pais, irmãos, amigos, vizinhos e companheiros de um passado longínquo que se perderam nas esquinas do tempo.

É uma lei natural. Tudo que vive, um dia perece.

O segredo é utilizar esse pouco tempo que nos é concedido da melhor forma possível. É fazer de cada minuto uma eternidade, de cada hora uma vida nova.

Ao invés de brigas, muitas vezes por motivos fúteis, é preciso promover estimulantes diálogos onde cada um aprenderá um pouco mais com o outro. Assim, aproveitaremos o tempo de uma maneira mais humana, mais prazerosa, mais afetiva.

Os sorrisos, os abraços, serão mais espontâneos e sem condicionamentos servis.

As divergências serão respeitadas e servirão como catalisadores de mudanças.

A empatia será utilizada e reutilizada durante o decorrer dos tempos.

Aí, quando a centelha da vida nos faltar, nós já teremos vivido em plenitude, em êxtase, em abundância. Nós sentiremos saudades apenas do que realizamos e nunca do que deixamos de fazer.

Portanto, vamos fazer de conta que a dialética não existe: as coisas não mudam, as pessoas não mudam, as ideias não mudam. Elas poderão ser infinitas enquanto durarem em nós este sentimento de poeta, a plenitude de um sonhador!


Almir Paes no Blog EspiritualMente
Almir Paes
O Cronista da Alma




Para ler outros textos de Almir, basta clicar aqui!