terça-feira, 19 de junho de 2018

Sugestão de Filme

Sugestão de filme do blog EspiritualMente

Ano: 1993

Direção: Harold Ramis

Gênero: Comédia / Fantasia

Nacionalidade: EUA

Com: Bill Murray, Andie MacDowell, Stephen Tobolowsky

Sinopse: Um repórter (Bill Murray) de televisão, que faz previsões de meteorologia, vai a uma pequena cidade do interior fazer uma matéria especial sobre o celebrado "Dia da marmota". Pretendendo ir embora o mais rapidamente possível, ele inexplicavelmente fica preso no tempo, condenado a vivenciar para sempre os eventos daquele dia. 

Comentário: Um dos melhores filmes que assisti, faz o espectador refletir sobre a vida de uma maneira bem humorada e reflexiva. A frase perfeita para resumir o filme poderia ser a seguinte: "Faça do seu pior dia, o melhor da sua vida!" Podemos comparar a história ao processo de evolução do espírito, onde muitas existências são completamente em vão, voltadas apenas a satisfação dos desejos materiais, até atingir o despertar espiritual, o desejo pleno e desinteressado de praticar o bem.





sexta-feira, 8 de junho de 2018

Entrevista com Dâmocles Aurélio

Dâmocles Aurélio no blog EspiritualMente
Dâmocles Aurélio

Dâmocles Aurélio da Silva, nascido na cidade de Ribeirão/PE em 1949, é editor e colunista do Lampadário Espírita, um boletim informativo independente de educação espírita, cuja distribuição é gratuita.

Atualmente, é trabalhador espírita vinculado ao Centro de Estudos Espíritas Léon Denis, localizado no bairro do Curado IV no município de Jaboatão dos Guararapes/PE.

Dâmocles Aurélio no blog EspiritualMente
Tiago Rodrigues
Redator e colunista/Lampadário Espírita
Dâmocles Aurélio no blog EspiritualMente
João Batista
Redator/Lampadário Espírita
                
Contato: lampadarioespirita@bol.com.br


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EspiritualMente - Como o senhor conheceu o Espiritismo? Qual a importância desta Doutrina em sua vida?

Dâmocles - Minha mãe era espírita. Desde cedo entrei em contato com o Espiritismo. Aos domingos à noite, aos 11 anos de idade, acompanhava meu pai à Federação Espírita Pernambucana, localizada na época na Rua da Concórdia, nº 533, no centro do Recife. Guardo boas lembranças. Lembro-me do poeta Fernando Vaz, com os seus óculos de lentes grossas, do Sr. Lírio Ferreira, com a sua costumeira polidez no trato com as pessoas. Às segundas-feiras à noite, acompanhava minha mãe ao Tattwa Cavalheiros da Luz, do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, então localizado à Rua da Palma, se a memória não me falha, no edifício Sael, também no centro do Recife. Nessa mesma época, aos sábados à noite, acompanhava meu pai à Loja da AMORC (Ordem Rosacruz). Portanto, desde a infância, sempre estive em contato com o Espiritismo e com as doutrinas espiritualistas. Por conta disso, quando cheguei a Casa Espirita, não estranhei e nem foi necessário participar da Evangelização Espírita.


EspiritualMente - Como surgiu a ideia de criar o boletim informativo Lampadário Espírita?

Dâmocles - Na verdade, o projeto não foi meu. Isto foi explicado na edição de nº 100 de janeiro de 2015. Fui convidado a participar após o jornal já existir. Mas surgiu a partir da necessidade que os companheiros perceberam. Confesso que um projeto como o Lampadário era um velho desejo que guardava, mas que não tive a coragem de por em prática.


EspiritualMente - Em 2018, o Lampadário completou 12 anos de existência. Que balanço o senhor faz deste projeto? Quais os desafios para mantê-lo em funcionamento?

Dâmocles - Em 2016, realizamos um encontro pela passagem dos dez anos de existência do Lampadário e, naquela oportunidade, eu disse que o boletim estava existindo graças a minha teimosia, isso porque os quatro companheiros que havia fundado o órgão, haviam saído sem dizer adeus, deixando toda a carga sob os meus cuidados. Pensei, pensei e decidi por continuar, porém, veio a crise pós-2016 e o projeto teve a tiragem reduzida de 300 para 50 exemplares, mas não encerrou. E hoje somos um dos periódicos com maior número de edições na história da imprensa espírita pernambucana.


EspiritualMente - Como o senhor avalia o papel da imprensa espírita nos dias atuais na divulgação do Espiritismo?

Dâmocles - Hoje a divulgação, com os recursos da internet, é fácil e barato; o difícil continua sendo a qualidade do conteúdo. Na internet, por exemplo, há muitos jornais online, com cores vivas e design artístico bonito, mas o conteúdo fica a desejar. São quase sempre jornais noticiosos, divulgando os eventos que vão ocorrer ou que já se realizaram. Dentre os sites que considero com conteúdo e de ótima qualidade doutrinária, destaco O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita, de Curitiba/PR. Há também o site Autores Espíritas Clássicos, que é uma verdadeira biblioteca espírita com dezenas de livros disponíveis para baixar. Então, vejo com otimismo o trabalho de divulgação atual. A tendência é melhorar. Pernambuco é que foi sempre reticente nesse campo, haja vista, conforme demonstra a história, o número de jornais ao longo do tempo é insignificante.


EspiritualMente - O que o senhor mais aprendeu no decorrer de todos esses anos de trabalho ativo no movimento espírita?

Dâmocles - Pergunta difícil! Aprendi que sou um espírito de 3ª ordem, beirando a 7ª classe. E que ainda tenho que "comer muito feijão" nas próximas existências (se ainda existir feijão)! 


EspiritualMente - Em meio a tantas crises, escândalos e crescimento da violência, quais suas perspectivas sobre a atualidade e o futuro do Brasil? Estamos no rumo certo?

Dâmocles - Quem passou por uma ditadura (1964-1985), pode dizer que vive atualmente no Brasil paraíso. Presidente da República sendo cassado (já foram dois), presidente sendo acusado de roubo, condenado e preso; deputados, prefeitos e governadores condenados e presos em presídios comuns. É o fim dos "Odoricos Paraguaçus". Crimes, crises e carestia sempre existiram. Não sei se estamos no rumo certo; sei apenas que a marcha do progresso põe o trem nos trilhos.


EspiritualMente - Você tem algum projeto ou objetivo a ser alcançado no trabalho espírita?

Dâmocles - Quando eu deixar de projetar o futuro, quando deixar de sonhar, não terei mais o que fazer. Projetos há, o que falta é a coragem de iniciar a realização do desejo. Freud dizia que o sonho é a realização do desejo. Sigo o caminho inverso, primeiro sonho e depois busco realizar o desejo.


EspiritualMente - Que mensagem você deixa para os visitantes, seguidores e colaboradores do nosso blog?

Dâmocles - O que eu posso dizer? Ariano Suassuna, em suas aulas-espetáculos, dizia que "pela frente a gente elogia e quando a pessoa sai, dizemos o que realmente pensamos". Foi uma grata  surpresa conhecer o blog EspiritualMente. Desejo a todos os visitantes, seguidores e colaboradores, um grande abraço fraterno e não deixem de estudar a Doutrina Espírita!


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Agradecemos ao prezado amigo Dâmocles Aurélio por conceder esta entrevista!





segunda-feira, 4 de junho de 2018

O rosto da felicidade

Texto de Almir Paes no blog EspiritualMente

Certa vez, eu vi numa foto um rosto sorridente, inocente, singelo, de uma criança.

Ao fundo, por trás da foto, nos bastidores, vi a dura realidade social que envolve a sua vida: habitações sub normais (barracos), esgoto a céu aberto, lixo, roedores, contrastando ao semblante da criança feliz.

Não é que para ser feliz precisamos ser miseráveis, mas que não haja tanta vinculação da felicidade com ostentação, materialismo. A mídia nos bombardeia a toda hora com esses jargões: felicidade é ter lancha, roupas finas, casas suntuosas, com a real intenção de criar e manter o hábito de consumo nosso de cada dia. A pedido dos empresários, os marqueteiros, os psicólogos, sociólogos, estudaram o perfil social e comportamental do ser humano e apresentaram para eles um modelo mercadológico que cria dependência de consumo, tipo assim: "quem não consome o produto X não tem status social.

O direcionamento do mercado de consumo é voltado para todos, mas sobretudo para crianças e adolescentes que ainda estão formando suas personalidades. A estratégia dos empresários não é apenas vender, mas criar o ímpeto e uma certa dependência do consumidor para com o determinado produto. Algumas crianças já dizem que não vivem sem consumir tal salgadinho, tal chocolate, tal refrigerante etc. Daí, eles pressionam os pais e conseguem o que querem. Com isto, vai se formando, perigosamente, uma geração de crianças e jovens dependentes, obesos, angustiados e, o que é pior, depressivos. 

Veja até onde está chegando a volúpia de lucros desses empresários. Eles pouco estão ligando para ética, moral ou saúde pública. Eles só querem saber de auferir lucros bem exorbitantes.

A felicidade é um estado interior de cada um. É uma conquista individual das pessoas. O rosto da felicidade está na simplicidade dos fatos e ações e não nos bagulhos/trambolhos tecnológicos que tentam nos empurrar.

Texto de Almir Paes no blog EspiritualMente
Almir Paes
O Cronista da Alma

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Entrevista com a palestrante espírita Isabelle Figueirôa

Isabelle Sarmento no blog EspiritualMente
Isabelle Figueirôa

Isabelle Sarmento Figueirôa é formada em Jornalismo e Pedagogia. Trabalhou por 10 anos no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. Há 03 anos atua como Professora da Educação Infantil e Ensino Fundamental nas redes pública e particular do município de Jaboatão dos Guararapes/PE. 

É mãe de Heitor de 05 anos e à espera de Raul.

É trabalhadora voluntária do Lar Espírita Chico Xavier, localizado no bairro de Candeias no supracitado município.

Entrevista com Isabelle Sarmento no blog EspiritualMente
Trabalhadores do Lar Espírita Chico Xavier.
Isabelle à frente (lado direito e com as mãos no joelho)


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EspiritualMente - Como você conheceu o Espiritismo? Qual a importância desta Doutrina em sua vida?

Isabelle - Sou espírita desde o ventre da minha mãe. Ela, junto com vovó Edna, frequentavam e eram trabalhadoras do lar Espírita Chico Xavier. Aos três anos, iniciei nas aulas de educação espírita infanto-juvenil, passando por todas as turmas, até adentrar à querida Mocidade Tio Chico. Não consigo imaginar minha vida sem a Doutrina Espírita, pois é ela que me acompanha, esclarece e consola desde os momentos mais tenros da minha atual existência.


EspiritualMente - Como expositora e palestrante, qual sua avaliação sobre o trabalho e os meios de divulgação da Doutrina realizada pelo movimento espírita nos dias atuais?

Isabelle - Em tempos de redes sociais, o Espiritismo no Brasil tem se aproveitado dessas ferramentas e acho válido: tirinhas, vídeos e postagens tornam os ensinamentos espíritas mais leves e próximo das pessoas. O grande escolho disso - e do movimento espírita como um todo - é o sutil, perigoso e danoso afastamento da base kardequiana. Allan Kardec não foi simplesmente o codificador do Espiritismo, ele é co-autor da obra, dedicou a vida para lançar essa Doutrina, analisando, pesquisando, comparando, refutando informações para que pudéssemos desfrutar de uma obra completa sob a tutela dos Espíritos Superiores.


EspiritualMente - O movimento espírita está cumprindo os seus objetivos na sociedade brasileira ou falta ainda alguma coisa?

Isabelle - Confesso que nunca fui muito engajada com o movimento espírita como um todo. Entendo a importância da unificação e união dos espíritas, mas desde a época da mocidade não me identificava com os encontros e seminários destinados aos jovens. Talvez porque o centro o qual frequento não seja vinculado a nenhuma federação, talvez porque a disciplina sempre foi nosso carro-chefe, talvez porque entenda que o movimento espírita se faça no nosso dia a dia, pelas nossas atitudes e exemplos... O que percebo é uma divisão desnecessária entre os espíritas, pois que é atrelada a questões de âmbito social e político (conservadores e progressistas, por exemplo). Penso que devemos nos preocupar muito mais com o que nos une do que o contrário.


EspiritualMente - Atualmente, observamos que, com exceção das Federações e das instituições de grande porte, a maioria dos centros espíritas sofre com o esvaziamento do público frequentador e com a carência de trabalhadores. Se os postulados espíritas como a imortalidade da alma, reencarnação, mediunidade etc., estão tendo uma melhor aceitação nos dias de hoje em nossa sociedade, como explicar essa ausência de público e de frequentadores?

Isabelle - O Espiritismo é uma doutrina comprometida com a transformação moral. Não é todo mundo que está preparada para abrir mão de uma situação confortável de vícios e prazeres para se dedicar ao próximo e à reforma íntima. É por isso que Jesus nos ensinou a Parábola do Semeador e, posteriormente, Kardec nos brindou com as categorias de espíritas: 1. Os que creem pura e simplesmente nos fenômenos das manifestações, mas que não lhes deduzem nenhuma consequência moral; 2. Os que veem o lado moral, mas o aplicam aos outros e não a si próprios; 3. Os que aceitam para si mesmos todas as consequências da Doutrina, e que praticam ou se esforçam por praticar a sua moral. A Mocidade Tio Chico já chegou a ter quase 60 voluntários, tínhamos mais de 10 turminhas de Evangelização e fazíamos um trabalho grandioso em qualidade e quantidade. Houve festas de Dia das Crianças que reunimos mais de 300 pessoas. Hoje em dia, trabalhamos com apenas duas turmas e a quantidade de crianças e adolescentes está bem reduzida. Os trabalhadores se revezam em escala e muitos acabam sobrecarregados.


EspiritualMente - Todo trabalhador espírita, principalmente aqueles que atuam no campo da divulgação, já vivenciou um fato curioso, inusitado e cheio de reflexão no desempenho da tarefa em questão. Você poderia nos contar alguma história?

Isabelle - Aos 15 anos, subi pela primeira vez numa tribuna espírita para narrar um conto e tecer alguns comentários. Lembro que, de costas para o público e de frente para o dirigente da mesa - que na época era o coordenador de infância -, chorei e disse que não ia conseguir. Ele, porém, incentivou-me no estilo Emmanuel, dizendo para eu me virar para o público e começar a falar. Engoli o choro e obedeci a ordem. Outro fato de que me recordo aconteceu há uns 10 anos. Fui convidada para dar uma palestra em outro centro. Ao final da minha explanação bateram palmas. Eu fiquei sem reação, porque sempre aprendi que tribuna espírita é lugar "santo" e deve ser respeitado, palmas portanto não convinham. Então eu disse ao público que as palmas deveriam ser para Jesus. Qual minha surpresa: as palmas não só não pararam como aumentaram de intensidade.


EspiritualMente - Em meio a tantas crises, escândalos e crescimento da violência, quais suas perspectivas sobre a atualidade e o futuro do Brasil? Estamos no rumo certo?

Isabelle - A melhor analogia para isso é o nascimento natural de uma criança. A mãe sente dores imensas, contrações quase insuportáveis, faz um esforço hercúleo, sangra, chora, tem o corpo dilacerado. Esta cena é quase de terror se todos não soubéssemos que dali nascerá um bebê. A Doutrina Espírita nos permite entendimentos que acalmam o coração em momentos de vicissitudes. O planeta Terra está passando por uma fase crítica, é o momento decisivo para muitos espíritos. Haverá dias melhores, sim. Para isso, precisamos controlar nossas crises, escândalos e violências internas. A marcha é de progresso, a lei é de evolução, a fatalidade é a perfeição.


EspiritualMente - Você tem algum projeto ou objetivo a ser alcançado no trabalho espírita?

Isabelle - Quando era criança, eu observava os jovens da mocidade trabalhando e desejava fazer parte daquele grupo. Aos 14 anos me tornei educadora espírita. Queria passar por todas as turminhas para ter uma experiência completa do trabalho. Aos 17 anos me tornei coordenadora do setor de Relações Públicas, daí em diante, assumi vários outros papéis nas coordenações de Infância, Juventude, Apoio, até chegar à direção da Mocidade. A essa altura minhas aspirações já expandiam os limites do grupo de jovens e eu arriscava algumas palestras aos sábados para as famílias da comunidade a qual assistíamos. Com o tempo, passei também a dar palestras em outros dias da semana. Fiz curso de passe e de mediunidade para colaborar em outras esferas. Participei por muitos anos das reuniões mediúnica e desobsessiva da casa até engravidar e ter filhos. A cada palestra me interessava mais por estudar o Espiritismo, foi quando começaram a surgir convites para falar em outras casas espíritas. Hoje aguardo confiante a oportunidade de participar do trabalho de atendimento fraterno.


EspiritualMente - Que mensagem você deixa para os visitantes, seguidores e colaboradores do nosso blog?

Isabelle - É importante você refletir e questionar tudo que ouve e lê. Mas para que esses questionamentos e reflexões tenham fundamento, é também importante o estudo, o aprimoramento moral e a prática da caridade. Dá pra ser espirita sem frequentar um centro? Sim, mas o sentimento de pertencimento a um grupo com ideais afins, a possibilidade de debater os preceitos da Doutrina, o compromisso com o trabalho voluntário, a oportunidade de fazer o bem e a troca fluídica com a Espiritualidade Superior, são incomparáveis!


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Agradecemos a gentileza de Isabelle Figueirôa por conceder tão bela e reflexiva entrevista!



quinta-feira, 17 de maio de 2018

Mediunidade com saúde

Texto de Nilton Moreira no blog EspiritualMente
Mediunidade com saúde

Qual o motivo de muitos viverem adoentados, impossibilitados de levar uma vida normal e, o pior, ainda atrapalharem o cotidiano dos outros, principalmente de quem vive sob o mesmo teto?


Parece existir um conjunto de fatores que levam as pessoas a sentirem-se deprimidas e daí experimentarem mal estar rotineiro, sendo o principal o não seguir os conselhos do Mestre: "vigiai". Deixamos nossa mente sem a vigilância necessária, com pensamentos de amargura, orgulho, mágoa, maledicência se apoderarem de nós e o psicossoma então passa a ser envolvido numa psicosfera que age como banho negativo, inibindo nossas energias salutares.

O sensitivo americano Edgar Cayse, em certa ocasião, disse que "somos aquilo que pensamos", e Jesus na intenção de demonstrar a necessidade de estarmos com o pensamento elevado o maior tempo possível disse: "vigiai e orai". Ora, se temos parâmetros para uma boa saúde, por que evitamos? Apenas orar não neutraliza o ingresso no organismo dos miasmas pairantes. É preciso também vigiar!

Por outro prisma, tem pessoas com pensamentos elevados e que praticam o bem a outrem, mas que também enfrentam mal estares e que, pela medicina, são tidos como sem causa definida, sendo ministrados medicamentos que apenas combatem os sintomas, cuja medicação às vezes leva à dependência, por persistirem sintomas de insônia, angústia, depressão, dores de cabeça, palpitações, tremores, tonteiras, desmaios, visões, medos e outros.

Em verdade, muitos destes acometimentos relacionam-se com mediunidade que por ser desconhecida de muitas pessoas, passa a dar conotação de doença. Tal atividade existe desde os primórdios e está nos livros mais antigos. "Ser médium é servir de intercâmbio entre o plano carnal e o espiritual", sendo, portanto, atributo que não está ligado à religião alguma, pois é inerente ao ser humano.

A mediunidade explicada por Chico Xavier, por exemplo, tem a finalidade de auxiliar, pois que por meio dela podemos desenvolver atividades de caridade das mais diversas, incluindo curas, interpretação de sonhos, visão do futuro e ajudar aos que partiram encontrar o caminho do esclarecimento no mundo espiritual. Mas se a pessoa que sente os sintomas não quer praticá-la, poderá, estudando e se esclarecendo, experimentar melhora e voltar a ter uma atividade de vida normal, sem medicamentos, pois mediunidade não é doença. O que importa é procurar o esclarecimento para saber lidar com esta ciência, já que tudo que nos é desconhecido ou não sabemos lidar, nos causa medo, o que é normal.

Busquemos o conhecimento para que assim possamos ter uma vida com menos sofrimentos e conflitos mentais.

Paz a todos!


Nilton Moreira no blog EspiritualMente



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