quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Entrevista

Após 01 ano e 02 meses fora do ar, o primeiro entrevistado do blog EspiritualMente - Reflexões à Luz do Espiritismo é o jornalista e divulgador espírita


Carlos Barros


Natural de Campina Grande (PB) e morando atualmente na capital paraibana, Carlos tem 65 anos e casado há 33 anos com Carmem Paiva de Barros. Tem quatro filhos, quatro netos e uma bisneta. Jornalista aposentado, ocupa-se com editoração eletrônica elaborando projetos gráficos para jornais e boletins informativos. É ainda redator, editor, diagramador e blogueiro.

Carlos Barros e sua esposa Carmem Paiva


Fundou e coordenou ao longo de 18 anos, o Clube do Livro Espírita de João Pessoa. De 1987 a 1997, realizou trabalho assistencial na Colônia de Hansenianos Getúlio Vargas no município de Bayeux (PB). Teve rápida passagem pela Federação Espírita Paraibana e na União Espírita Diogo de Vasconcelos Lisboa (extinta), quando ainda era localizada no bairro Costa e Silva, onde mora.


Mais informações sobre outras atividades do inquieto divulgador paraibano podem ser conferidas nos seguintes blogs:

Gazeta KPC Online: https://kpctemporeal.blogspot.com.br/

Agência KPC de Notícias Espíritas de João Pessoa: https://kpcespiritismo.blogspot.com.br/


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EspiritualMente - Como você conheceu o Espiritismo?

Carlos - Em 1979, aos 28 anos de idade, quando morava na cidade de São Paulo. Tudo começou no Centro de Desenvolvimento Espiritual Os Caminheiros, no bairro Ipiranga, fundado e administrado pela família Gasparetto. Na consulta espiritual, fui diagnosticado com problemas obsessivos relacionados ao alcoolismo e à mediunidade desajustada. Passei um ano sob intenso tratamento desobsessivo, estudando e trabalhando voluntariamente na produção de brinquedos de madeira, além de fazer atividade psicopedagógica para disciplinar emoções e sentimentos. Depois soube que era portador de psicofonia e magnetizador para trabalho de fluidoterapia (passes). Trabalhei na instituição durante dois anos, totalmente curado do alcoolismo e das obsessões que me subjugaram durante 18 anos, quando vivia em João Pessoa. Retornei à capital paraibana em 1983.


EspiritualMente - Qual a importância desta Doutrina em sua vida?

Carlos - O Espiritismo ensinou-me a saber quem eu sou, de onde vim e para onde vou após a morte do corpo físico que uso na presente encarnação. A sua filosofia fez-me um ser humano melhor em todos os aspectos e sentidos. Descobri a intensidade do amor de Jesus pelas "ovelhas desgarradas". Na presente encarnação, estou aprendendo a conjugar e vivenciar os verbos "trabalhar", "pazear", "respeitar" e "amar" para manter a consciência sossegada durante o sono reparador de cada dia.


EspiritualMente - Como você vê na atualidade o trabalho de divulgação da Doutrina pelo movimento espírita? Quais as maiores dificuldades? Que aspectos precisam ser melhorados neste trabalho?

Carlos - Com muito mais facilidade do que há 40 anos atrás. Com o advento da internet, tudo ficou mais prático, criativo e dinâmico. Os blogs, os sites e as redes sociais divulgam para o mundo inteiro o que você pensa, escreve e fala. Todavia, não basta que o conteúdo divulgado tenha qualidade informativa e doutrinária. É imprescindível que o divulgador seja também essência da divulgação, o exemplo moral daquilo que pensa, escreve e fala para os outros. Em relação as dificuldades, vejo o próprio divulgador, em si mesmo, quando desqualificado por falta de conhecimento das obras básicas da veneranda Doutrina dos Espíritos. E quando se envaidece de sua pseudo-sabedoria. Aliás, o divulgador deve ter cuidado com a coerência no que pensa, escreve e fala. Equivocado, pode divulgar o Espiritismo do "seu jeito" e acabar na lista dos esquecidos para qualquer evento dentro do movimento.


EspiritualMente - E a divulgação através do cinema e da TV? Como você analisa a qualidade dessas produções?

Carlos - Está nas mãos de gente competente como o Oceano Vieira de Melo, o Marouço e tantos outros pesquisadores, cineastas, roteiristas e produtores envolvidos com cada um desses segmentos. Para melhorar, falta "apenas" recursos financeiros para dar um "up" nas produções espíritas. Cinema e TV custam caros. A saída, quase sempre, é correr atrás de patrocínios ou financiamentos. Além disso, nas mãos e sob os cuidados técnicos de profissionais sérios, os resultados são sempre surpreendentes. Eles produzem filmes de curta ou longa metragem que contribuem significativamente para uma maior massificação do Espiritismo através da telona ou da telinha.


EspiritualMente - Você é editor e jornalista responsável pela Gazeta Kardec Ponto Com, uma revista digital muito bem elaborada, com excelente conteúdo, diagramação e projeto gráfico. Que resultados vem obtendo com este trabalho?

Carlos - Bom saber que a nossa gazetinha (jornal no tamanho tabloide) também conquistou a sua simpatia e preferência. O resultado que temos obtido pode ser observado entre os milhares de leitores conquistados no movimento espírita brasileiro e no exterior. Somos lidos nos Estados Unidos, na França, em Portugal, na Alemanha, na Suíça, na Espanha, na Grécia, no Reino Unido, na Argentina, na Guiana Francesa, na Indonésia, na Rússia, na China e na Índia. Em apenas quatro anos de circulação, KPC conseguiu ultrapassar a marca de 600 mil leitores, com a ajuda do Clube do Livro Letra Espírita, de Campos dos Goytacazes (RJ), nosso mais constante parceiro de divulgação nos últimos dois anos. O compartilhamento entre leitores e amigos que se utilizam de suas redes sociais, ajuda ainda mais a divulgar a nossa gazetinha de apenas nove páginas. No fim do ano passado, recebemos cerca de 225 pedidos de cadastramento de e-mails de novos leitores. Tudo isso reflexo da repercussão da edição de dezembro, que traz na capa um artigo meu com o título "Feliz 2017, Brasil!", inspirado no sociólogo e escritor Darcy Ribeiro, que amava o Brasil como ninguém.


EspiritualMente - Como profissional da informação e da comunicação, quais as suas perspectivas sobre a atualidade e o futuro do Brasil e do mundo? Você acha que o nosso país está no rumo certo?

Carlos - O cenário político e econômico do Brasil, atualmente, é preocupante. Agravou-se com a precária situação do nosso sistema penitenciário, mal administrado e também corrompido. O governo federal precisa tomar providências eficientes para evitar novos massacres e fugas de presos. No futuro, imagino uma pátria mãe-gentil refeita do mal que os políticos equivocados vêm fazendo à sua democracia, à sua economia e à sua estabilidade social. O país é do povo que trabalha duro para fazê-lo próspero e mantê-lo em ordem. Quanto ao futuro do mundo, os olhos da mídia estão focados no emblemático Trump, que ocupará a Casa Branca depois da saída de Obama. Ninguém sabe como ele se comportará quando estiver no comando da mais poderosa nação do hemisfério norte. Quem viver, verá... Sobre se o nosso país está no rumo certo? Ainda não. Está no descompasso dos anseios do seu povo. Os políticos precisam cuidar da política com ética e transparência no trato da coisa pública. Os governantes devem conscientizar-se que ocupam cargos como "servidores" do povo e, por isso, são pagos por ele. O rumo certo será possível quando todos nós cumprirmos com fidelidade nossas obrigações constitucionais, abrindo mão de interesses pessoais mesquinhos para que prevaleça o verdadeiro espírito democrático e o estado de direito, também em benefício da sociedade brasileira.


EspiritualMente - Na sua opinião, a Doutrina Espírita está cumprindo com seus objetivos na sociedade brasileira ou ainda falta alguma coisa?

Carlos - Está, sim! Quem procura estuda-la com seriedade, acaba assimilando e vivenciando os seus ensinamentos filosóficos e morais. Modifica gradativamente seu modo de pensar, de ser e viver no conturbado mundo moderno. Torna-se uma pessoa melhor pelo esforço próprio e disposta a cumprir todas as etapas de aprendizado moral que a veneranda Doutrina dos Espíritos oferece sem exigência nenhuma. Descobre-se um novo ser humano em cada pessoa que torna-se espírita por convicção, sem os apelos do religiosismo atávico-salvacionista e da fé que ignora o livre e sensato pensamento de Jesus e Kardec.


EspiritualMente - Como você vê o futuro do Espiritismo?

Carlos - Faço minhas as palavras do filósofo francês Léon Denis: "O Espiritismo será o que dele fizerem os homens". Pensamento coerente com o caráter e a natureza moral dos espíritos encarnados e envolvidos com a Doutrina neste século 21.


EspiritualMente - Que mensagem você deixa para os colaboradores, seguidores e visitantes do nosso blog?

Carlos - Uma mensagem de fé, otimismo e esperança. A vida, aqui na Terra, por mais sofrida e desgastante que possa parecer, vale a pena ser vivida. Sejamos donos do nosso destino espiritual. Sem medo de garimpar luz, sabedoria e amor nas tarefas que os bons espíritos nos inspiram planejar e realizar. Atentando sempre para a disciplina e boa educação em nossas atitudes e ações pessoais. Estamos todos na condição de alunos primários na escola da vida espiritual superior. Agradeço a oportunidade desta entrevista ao meu novo amigo Manoel Guimarães Jr, editor deste blog, que certamente terá vida longa pela qualidade do seu conteúdo informativo e doutrinário. E vamos em frente! Com Jesus e Kardec no coração!



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O EspiritualMente agradece ao amigo e irmão Carlos Barros pela gentileza em conceder esta bela e interessante entrevista!



4 comentários:

  1. Parabéns a todos do blog pela entrevista. Gostei muito!

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  2. Felizes os que chegam pela dor e permanecem pelo amor depois que conhecem essa maravilhosa doutrina.
    Parabéns a todos pelo belíssimo trabalho.

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  3. O Carlos Barros é um dos jornalistas e divulgadores espíritas paraibanos dos mais produtivos. Depois dos 50 anos de idade, ficou mais maduro e disciplinado no trato com a palavra escrita. Conheço-o desde os anos 90 quando, como editor regional do jornal A VOZ DO ESPÍRITO (São José do Rio Preto, SP), deixava dirigentes de Casas Espíritas "arrepiado" com suas denúncias de um movimento cheio de idiossincrasias religiosas.
    Hoje, o "velhinho" está evangelizado e tratando com mais responsabilidade o que anda divulgando em nome de Jesus e de Kardec. Quando mais novo, Barros não escrevia com tanta coerência e tão bem como agora. Melhorou bastante. Até mesmo quando faz algum apontamento crítico.
    Gostei da entrevista e de seus pontos de vista. Todos com muita clareza, coerência informativa e doutrinária. Saudades do amigo paraibano.
    MARCOS TOLEDO - Natal / RN

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