sexta-feira, 5 de maio de 2017

A arte de escrever


Escrever é viajar no tempo e no espaço na esfera mental.

É perceber o imperceptível. É tencionar até o limite da teia neural.

Escrever é ler. É vivenciar fatos concretos, paisagens humanas e percebê-las com os olhos do coração.

Escrever é esquentar a frieza do dia a dia e desvendar o cotidiano através de uma lente especial: a sensibilidade.

A peculiaridade da percepção de mundo de cada um de nós é a marca pessoal e intransferível que concretiza a "arte de escrever".

O escritor tenta realizar na sua obra uma nova modalidade de palavras, que estimula o vôo da imaginação e, ao mesmo tempo, permite conhecer de modo mais atento e cuidadoso a própria realidade vivida pelo homem. A realidade não muda. O que muda é a percepção do ser humano sobre ela.

O escritor recria o significado das palavras, colocando-as num contexto diferente do normal. Ele é um construtor/produtor de imagens, intimidades, utópicas ou não. É um receptor de esperanças alheias e um emissor que abre perspectivas inovadoras. É um pintor de palavras.

A missão do escritor não é só escrever versos, é desenvolver dentro de nós uma postura menos individualista, egoísta e competitiva frente às coisas e as pessoas.

A maior riqueza do escritor é ter a capacidade de revelar uma nova substância dentro de palavras já gastas e surradas por uma sociedade insensata.

O escritor é a antena da raça.

Convido a todos para embarcar nesta grande viagem, que é a arte de escrever.

Eu, sem escrever, sou metade de mim. Falta um pedaço do meu eu para me completar.


Almir Paes
Educandário Espírita Joana D'Arc 
Recife-PE


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