segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Sugestão de Filme



Ano: 2012

Direção: Gerson Sanginito

Nacionalidade: EUA/Brasil

Gênero: Ficção

Com: Isaiah Washington, Murilo Rosa, Tânia Khalill

Sinopse: Quixadá (CE), 1979. O fazendeiro João Batista (Murilo Rosa) é surpreendido ao ser abduzido por seres extra-terrestres. Ele retorna com poderes, o que faz com que se torne um mito local. Duas décadas depois, o jornalista investigativo Thomas Matthews (Isaiah Washington) chega à cidade. Enviado por um jornal americano para desvendar os relatos de OVNIs na região, Thomas ainda sofre pelo misterioso desaparecimento de seu filho, ocorrido há pouco tempo. Ao entrevistar algumas pessoas abduzidas, Thomas percebe que há fundamento no relato delas e que, de alguma forma, os eventos da região estão ligados ao sumiço de seu filho. 

Comentário: Um filme que mostra a preocupação e as ações dos espíritos superiores em relação ao progresso da humanidade na Terra. 





quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Entrevista: Carmem Paiva de Barros



Carmem Paiva de Barros

É aposentada, casada com o jornalista Carlos Barros há mais de 30 anos, tempo em que se dedicou ao estudo, trabalho assistencialista e divulgação espírita. Foi secretária do CLE de João Pessoa/PB durante 18 anos. Coordenou atividade assistencial em prol dos internos da Colônia de Hansenianos Getúlio Vargas durante 10 anos. Participou por duas décadas das atividades doutrinárias e mediúnicas da União Espírita Diogo de Vasconcelos Lisboa, que acabou fechando e dando lugar ao Centro Espiritualista Renascer, no bairro Costa e Silva, onde atualmente reside na capital paraibana.

Carmem e o seu esposo Carlos Barros


Trabalha como divulgadora espírita, ao lado do marido, colaborando como secretária de Redação da Agência KPC de Notícias Espíritas de João Pessoa, enviando artigos e matérias diversas para sites, blogs, jornais e revistas espíritas. Também é editora-chefe da Revista GentEEspírita.



*       *       *


EspiritualMente - Como a senhora conheceu o Espiritismo? Qual a importância desta Doutrina em sua vida?

Carmem - Lendo alguns livros (romances) emprestados por pessoas amigas. Uma dessas pessoas levou-me a uma reunião na Federação Espírita Paraibana e lá fiquei sabendo que tinha mediunidade e precisava "educá-la". O Espiritismo tornou-se importante em minha vida no sentido de dar-me as explicações que cabiam em minhas indagações acerca da existência terrena ser de provas e expiações tão duras e sofridas.


EspiritualMente - Como a senhora observa na atualidade o trabalho de divulgação doutrinária realizada pelo movimento espírita?

Carmem - A divulgação espírita, na atualidade, está caudalosa e matando a sede de conhecimento de milhares de pessoas interessadas em seus aspectos científico, filosófico e religioso-moral.


EspiritualMente - A senhora é editora-chefe da Revista GentEEspírita. Fale um pouco deste trabalho.

Carmem - A revista digital é mais um projeto editorial do Carlos Barros, um dos jornalistas espíritas mais criativos que conheço e com quem estou casada há mais de 30 anos. Estou "editora-chefe" da publicação sob o seu atento espírito perceptivo, principalmente nas sugestões de pautas que recebemos dos amigos colaboradores, espalhados pelo Brasil e no exterior. GENTEESPÍRITA é um espaço de destaque para qualquer trabalhador espírita que tenha algo de bom, útil e verdadeiro para mostrar. Parece que vem agradando a "gregos e troianos" em nosso meio.


EspiritualMente - Quais os desafios ou dificuldades em gerenciar e manter este trabalho da revista?

Carmem - A revista é produzida pela Agência KPC de Notícias Espíritas de João Pessoa, que tem no Carlos Barros seu coordenador geral. Não existe "desafios" ou "dificuldades" para tocar o projeto editorial. Como jornalista experiente, Carlos sabe o que fazer para evitar problemas e imprevistos de última hora. As pautas são bem elaboradas e as sugestões passam por criteriosa avaliação de alguns colaboradores diretos, também com alguma experiência em jornalismo espírita.


EspiritualMente - De todas as entrevistas ou reportagens realizadas pela GentEEspírita, qual a senhora destacaria que gerou mais repercussão, polêmica ou reflexão para os leitores? Por quê?

Carmem - A entrevista da edição de setembro/outubro com Salomão Jacob Benchaya, presidente do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre (CCEPA), ainda está rendendo alguns recados elogiosos e outros nem tantos. Contudo, faz parte do contexto da liberdade de expressão dos nossos leitores, sejam espíritas religiosos ou filosóficos laicos. GENTEESPÍRITA não censura o livre pensar dos seus leitores. Apenas temos o cuidado em publicar aquilo que nos convém como editores responsáveis.


EspiritualMente - O que a senhora mais aprendeu no decorrer de todos esses anos de trabalho ativo no movimento espírita?

Carmem - Com mais de 30 anos de estudo e vivência espírita, continuo aprendendo que devemos respeitar o modo de ser e de viver das pessoas em relação ao nosso conceito filosófico de vida social, profissional e religiosa. Sou uma pessoa conciliadora por natureza. Gosto de viver em paz com todo mundo. Se alguém me agride gratuitamente, silencio e deixo o tempo passar. O tempo que eu confio é o senhor da razão.


EspiritualMente - Quais suas perspectivas sobre a atualidade e o futuro do Brasil e do mundo? Em relação ao nosso país, a senhora acha que estamos no rumo certo?

Carmem - Deixei de votar quando completei 70 anos de vida física. Não é boa a situação política, econômica e social do país. Enquanto os políticos corrompidos pela ambição desmedida permanecerem defendendo seus mandatos a troco de milionárias emendas, sem olhar para trás e dar-se conta do mal que estão fazendo aos seus eleitores, vamos sofrer bastante - principalmente no bolso - com aumento diário, semanal e mensal de luz, combustíveis e na alimentação básica da já tão explorada família brasileira.


EspiritualMente - Que mensagem a senhora deixa para os colaboradores, seguidores e visitantes do nosso blog?

Carmem - Sejamos otimistas e confiemos na Providência Divina, sem descuidar de orar e vigiar para não cairmos nas ardilosas armadilhas da corrupção e de quem já anda corrompido. O mal tem força e poder para desestabilizar qualquer instituição terrena, quando mal administrada pelo homem orgulhoso e egoísta. Agradeço a gentileza de sua atenção com uma espírita idosa, com funções físicas limitadas por um stent e um marca-passo. Obrigada mesmo, Manoel Guimarães! Como diz o meu paciente marido e zeloso cuidador: "Vamos em frente!"


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Nós que fazemos o EspiritualMente é que agradecemos muito a senhora, pela disposição e gentileza em conceder esta bela e reflexiva entrevista!


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Bate Papo com Manoel O. Guimarães Jr

Agradeço ao meu amigo Carlos Barros da Agência KPC de Notícias Espíritas e a todos(as) que fazem a Revista GentEEspírita pelo convite e pela oportunidade de participar do Bate Papo!


Segue o link para conferir e compartilhar:


https://drive.google.com/file/d/0BzQlzZ05FbEKemhYN0FpendCaEE/view?usp=sharing




segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Que saudade das boas conversas!


Texto de Almir Paes no Blog EspiritualMente

Uma coisa que eu gosto muito de fazer é conversar, trocar ideias, ouvir, aprender, ensinar...

Já conversei com muita gente em minha vida. De Reitores de Universidades a garis de rua.

Com eles aprendi lições bem diferentes. Lições mais intelectivas, lições de sabedoria, de sentimento.

É preciso ser letrado para ter um boa conversa? Claro que não!

Para se falar sobre algo é preciso só estar bem informado sobre o assunto e ter um pouco de sensibilidade. Não é preciso intelectualismo, nem retóricas eternas.

As informações são coletadas de diversas formas. Existem aqueles que leem em mídia impressa. Outros em mídia digital. Os mais simples e menos abastados financeiramente ouvem as informações na maior mídia popular do mundo: o rádio de pilha. Todos têm a possibilidade de estarem bem informados. Todos estão aptos para executar um boa conversa. É só querer.

Um boa conversa alivia as tensões – na troca mútua de informações . Aumenta o nosso conhecimento técnico e de vida. A mais importante função de uma conversa é estreitar, ainda mais, laços de amizade.

Lembrei das conversas que tinha com o Thompson. Ele era um simples vigilante da Engefrio, uma loja de produtos de refrigeração em Recife, mas era muito bem informado, sensível e tinha uma percepção de mundo e de vida bem diferente da minha.

Os ambulantes com quem conversei já tem outra visão de mundo.

Quando fui presidente da Associação de Moradores do Bairro do Prado, conversava muito com aquela gente que morava nos chamados correios de quarto. Elas tem um vida materialmente dura, difícil, mas passam uma felicidade para a gente que dá até inveja.

E aquelas pessoas de interior que nós mantemos boas conversas? Eles são pura sabedoria. Elas têm uma conversa simples, ingênua, sábia.

Quando fiz parte do Conselho Regional de Economia – Corecon/PE - também conversei bastante com o povo de lá. Eram, na sua maioria, intelectuais sem sentimentos e sem conteúdo pragmático de vida.

As conversas de hoje são digitais. Nada contra a tecnologia, pois uso-a muito.

Tenho saudade das boas conversas, dos bons papos, das boas risadas, do olho no olho.

Ontem fui a uma festa de aniversário de criança e não pude conversar com ninguém, pois a música estava muito alta. A alternativa que eu tinha era gritar e mesmo assim não ter a certeza de ser ouvido ou ficar na mesa olhando para os lados ou para cima.

Tenho saudades das reuniões que fazíamos na casa dos amigos. Chegávamos lá de surpresa e cada amigo levava um petisco ou uma bebida. Alguém perguntava: - É aniversário de alguém? Não. Estamos brindando apenas o estreitamento da nossa amizade. Conversávamos até tarde e depois cada um ia para sua casa.

Tenho saudades das conversas que mantinha com papai.

Hoje, as pessoas estão sempre apressadas. Até no final de semana, que geralmente elas não tem trabalho material, conversam com a gente olhando para o relógio e demarcando o tempo para encerrar o papo.

É muito estranho que no mundo de tanta tecnologia, de tantos tablets, notebooks, celulares, as pessoas tem cada vez menos “tempo para conversar”. Onde estão as nossas conversas?

Será que elas estão perdidas em outros tempos?

Eu continuo adorando conversar, bater um bom papo, mas está muito difícil achar com quem.

Talvez seja por isso que o ser humano, mesmo cercado de tanta tecnologia, está sofrendo do grande mal do século XXI: a Solidão!

Vamos, pelo menos, pensar em tudo isso!

O Cronista da Alma no Blog EspiritualMente

Almir Paes
O Cronista da Alma