segunda-feira, 22 de outubro de 2018

O escritor e sua função social

Texto de Almir Paes no Blog EspiritualMente

Qualquer escritor tem função social. Seja para conservar ou contribuir na transformação do objeto/sujeito enfocado.

Trago nos meus escritos a ânsia de buscar um mínimo de engajamento, fazer do texto veículo de luta ou qualquer coisa capaz de melhorar o mundo e o homem.

O filósofo Jean-Paul Sartre dizia que "o primeiro dever de quem escreve é alertar".

Hervé Bazin afirmava que "o papel do escritor é o de tornar intolerável, para todos, aquilo que ele próprio não pode aceitar na existência - injustiça, hipocrisia..."

Escrever é tentar entender o mundo.

O poeta Mário de Andrade comentava que "todo escritor acredita na valia do que escreve. Se mostra é por vaidade. Se não gosta, é por vaidade também".

Para mim, na embalagem deste ofício de escrever vem: assunto oportuno, clareza, concisão, decência moral e estética e originalidade.

Dói-me ver uma boa ideia mal vestida, a desfilar pelas páginas em andrajos, traçada em frases inchadas, sem refinamento literário.

Todo escritor tem um estilo próprio. Estilo é escolher palavras, definir a construção sintática e o ritmo dos fatos, bem como os próprios fatos. É faze-los navegar em viagem com o leitor, numa composição pessoal característica e marcante. É dar vida e interpretações mil a palavras já gastas e surradas.

O cronista deve passar misericórdia e simpatia com a humanidade.

É não fugir da ideologia marcante. O meu socialismo é aprisionado, entrincheirado nas letras.

Persigo sonhos, até quando me enrosco nos cabelos cacheados da liberdade. Vai ver é porque "toda canção de liberdade vem do cárcere", já dizia Gorch Fock.

Sem nenhuma pretensão, assim escrevo e penso!


Almir Paes no Blog EspiritualMente
Almir Paes
O Cronista da Alma




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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Sete vidas

Sugestão de filme do Blog EspiritualMente

Ano: 2008

Direção: Gabriele Muccino

Nacionalidade: EUA

Gênero: Drama

Com: Will Smith, Rosario Dawson, Woody Harrelson

Sinopse: Ben Thomas (Will Smith) é um agente do imposto de renda que possui um segredo trágico. Por conta disso, ele carrega um grande sentimento de culpa, o que faz com que ajude pessoas completamente desconhecidas. Porém, tudo muda quando ele conhece Emily Posa (Rosario Dawson).




Comentário: Uma história que nos leva a pensar a respeito de castigos, punições e dor na consciência. Quando prejudicamos alguém, mesmo sem intenção, será que somos culpados? Por outro lado, quando realmente erramos, será que reconhecemos e reparamos a falha? O filme nos convida a refletir sobre a importância da vida e a prática do bem.




terça-feira, 9 de outubro de 2018

Entrevista com Kátia Del Rey

Kátia Del Rey no Blog EspiritualMente
Kátia Del Rey

Filha de uma índia da tribo Xacriabá com um português, nasceu na cidade de Abaeté/MG. Foi criada na cidade de Presidente Prudente/SP. Atualmente reside em Jundiaí/SP. É viúva e tem duas filhas.

Em busca de respostas sobre a espiritualidade, cursou Parapsicologia, Numerologia, Gnose e Cromoterapia. Mas foi através da Doutrina Espírita, estudando as obras de Allan Kardec, que obteve os tão desejados esclarecimentos.

Está vinculada ao Centro Espírita Fraternidade Jundiaí.

Kátia Del Rey no Blog EspiritualMente
Kátia autografando um dos seus livros

Kátia Del Rey é atriz de teatro e já escreveu vários livros, dentre eles:

Livros de Kátia Del Rey
Alguns livros de Kátia Del Rey


Para adquirir esses e outros livros, acesse:

https://katia-del-rey.lojaintegrada.com.br/

https://www.lojabonecker.com.br/muralhas


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EspiritualMente - Como você conheceu o Espiritismo? Qual a importância desta Doutrina em sua vida?

Kátia - Fui criada em igreja evangélica, porém, desde tenra idade, convivi com fatos e acontecimentos conhecidos como "sobrenaturais". Sabia, por exemplo, onde encontrar objetos perdidos, descobrir doenças ainda não diagnosticadas, e isso deixava meus pais adotivos muito perplexos. Na fase adulta, passei a ouvir batidas na parede, aparelhos que ligavam e desligavam sozinhos. Certa vez, fui visitar o pai de um amigo que estava acamado há vários dias. Conversando com a família sobre o estado de saúde, uma parente dele me perguntou se eu era espírita. Confesso que me senti ofendida, afinal eu ainda trazia os preceitos evangélicos nas raízes. Mas com muito carinho e sabedoria, a encantadora senhora me esclarecia que tudo o que eu falava e ensinava, a Doutrina Espírita também ensinava e que eu teria grandes surpresas em conhecer as respostas que tanto buscava e não havia quem me satisfizesse. Exemplo: por que eu sabia quando alguém ia morrer? Como sabia quando uma pessoa ia chegar em casa? Ou quando uma pessoa mentia? Se a doença que trazia em seu corpo tinha cura ou morte? Foi quando comecei a me interessar e esta senhora me deu o endereço do Centro Espírita que frequentava. É a mesma casa que frequento até hoje. A Doutrina Espírita é tudo de bom em minha vida. Foi a melhor coisa que já me aconteceu.


EspiritualMente - Conte-nos como se tornou escritora.

Kátia - Na minha infância, gostava de reunir crianças a minha volta para contar histórias. Na escola sempre tirava notas máximas em redação. Mais tarde, ainda na adolescência, muito antes de conhecer a Doutrina, passei a ouvir histórias de amigos não visíveis. Como quisesse lembrar delas para contar depois, comecei a colocá-las no papel. Nessa época eu não tinha possibilidades em comprar caderno, escrevia em papel que embrulhava o pão. A foto abaixo, é o rascunho de um dos meus romances publicados recentemente e editado pela Editora Bonecker.

Kátia Del Rey no Blog EspiritualMente


EspiritualMente - Você tem vários livros psicografados. Fale-nos um pouco sobre os espíritos que você mantém e manteve parceria mediúnica.

Kátia - Algumas vezes, uma freira, Irmã Josefa, me dá o prazer de sua presença e me enriquece com seus conselhos. Tenho dois livros de autoajuda a serem publicados, ditados por ela e pelo meu mentor Brits. Um deles é "Perdão pelo mau que lhe fiz". A maioria dos livros são ditados por Samuel Guedes, mas tem alguns amigos que preferem não citar nome. O livro "O paiol", por exemplo, é um dos meus favoritos, o qual o nosso amigo preferiu ficar no anonimato.


EspiritualMente - De todos os seus livros, qual aquele que você tem um carinho especial? Por quê?

Kátia - "Eco nas rochas", que está em sua terceira edição e só nos resta três volumes. Na época, eu estava no sítio da minha filha em Itapeva/MG quando ouvi, logo após ter deitada, alguém dizer por três vezes seguidas: "- Goroty Guariãn". É claro que fiquei um tanto assustada e como o nome era muito estranho para mim, anotei em um papel que sempre mantenho em minha cabeceira. Alguns dias depois, no mesmo local e hora, ouvi novamente: "- Eco nas rochas". Eu disse a mim mesma, "isso é nome de um livro"! Quase um mês depois, ele se apresentou, não como Goroty, mas como Tibério.


EspiritualMente - Durante sua produção literária, no momento da escrita, você já vivenciou algum fato curioso, inusitado ou cheio de reflexão relacionado a espiritualidade? Poderia nos contar alguma história? 

Kátia - Escrevi um livro chamado "Corpo astral", hoje esgotado, onde relato vários fatos vivenciados fora do corpo físico. Certa vez, fui transportada ao local onde passou ou estava passando o episódio. Foi muito estranho, pois eu não tinha consciência de mim mesma, meu corpo continuava no escritório digitando, mas meu espírito estava longe dali. No final do dia quando retornei (meu espírito voltou), não me recordava de nada, não sabia em que local eu estava. Após alguns minutos, fui me conscientizando de que estava no escritório da minha casa. Também não recordava o que tinha acontecido anteriormente enquanto estava fora. Em outra ocasião, estava deitada em meu quarto (no mesmo horário e local no sítio em Itapeva/MG) quando surgiu em meio a nuvens um buraco no teto (pelo menos era assim que eu pensava ser), e desse buraco surgiram três degraus em formato de gigantesca pedra de gelo ou cristal de quartzo que desceram até os meus pés. Encantada com aquilo, eu orava quase em desespero pedindo que me mostrasse onde iria dar aquela escada. Lamentavelmente, não toquei nela e muito menos subi.


EspiritualMente - Em meio a tantas crises, escândalos e crescimento da violência, como você observa a atualidade e o futuro do Brasil? Estamos no rumo certo?

Kátia - Quanto aos escândalos, Cristo e o apóstolo Paulo já nos havia alertado a mais de dois mil anos atrás que "nos últimos dias haverá tempos difíceis. Pois muitos serão egoístas, avarentos, orgulhosos, vaidosos, xingadores, ingratos, desobedientes aos seus pais e não terão respeito pela religião. Não terão amor pelos outros e serão duros, caluniadores, incapazes de se controlarem, violentos e inimigos do bem. Serão traidores, atrevidos e cheios de orgulho. Amarão mais os prazeres do que a Deus; parecerão ser seguidores da religião, mas com as suas ações negarão o verdadeiro poder dela". E nos aconselha para que fiquemos longe dessa gente (2 Timóteo 3:1-5). O Brasil é protegido por Ismael, pupila dos olhos do Cristo, nada devemos temer. Somos abençoados e gratos pelo privilégio de termos nascidos nesse país, uma terra sagrada!


EspiritualMente - Que mensagem final você deixa para os visitantes, seguidores e colaboradores do nosso Blog?

Kátia - Fé, confiança, Deus nunca desamparou seus filhos. Lembremo-nos que, no Livro Sagrado, está citado 366 vezes "não temas", 366 vezes "não tenha medo" e "crê somente", disse-nos Jesus. Lembremo-nos também de que "somos um com o Pai e o Pai é maior que nós". Paz e luz em nossos corações. Minha gratidão!


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O Blog EspiritualMente agradece a colaboração, gentileza e simpatia de Kátia Del Rey por conceder esta entrevista!




sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Linguagem da alma

Texto de Almir Paes no Blog EspiritualMente

Sábios são aqueles que sabem os tipos alternativos de comunicação.

Muitas pessoas se comunicam pelos gestos, pelo olhar, pelo choro, pelo coração, por um dialeto diferente da linguagem formal.

Não é preciso ser literato, nem intelectual para entender esses tipos de comunicação. É preciso apenas ter um pouco de sensibilidade e inteligência emocional para compreender as pessoas que assim se expressam.

Quem tem cachorro sabe quando ele quer alguma coisa. Eles olham para a gente com aquele olhar penetrante. Quando não são atendidos, lambem ou roçam sua cabeça na gente para conseguir seu intuito.

As crianças choram quando querem alguma coisa. Algumas olham também para a gente com aquele olhar penetrante pedindo algo.

Certas pessoas com alguns tipos de patologia, como o autismo e a síndrome de down por exemplo, acontece a mesma coisa.

Muitas vezes, apesar de todo o nosso intelectualismo, somos ignorantes neste assunto da sensibilidade e da compreensão. Precisamos apreender as línguas do coração para compreender a linguagem de Deus.

Posso citar eu mesmo como exemplo. Mesmo com os cursos de graduação e pós-graduação que tenho, ainda estou me alfabetizando na linguagem do coração. Clarice, minha filha autista, Ana Maria, minha irmã com síndrome de down, e o meu cachorro são meus maiores professores.

Como eu disse anteriormente, sábios são aqueles que já conseguem entender a linguagem do pensamento, da alma, do coração. Ainda me considero um semianalfabeto, mas estou me esforçando para aprender. Toda vez que vou ao Grupo de Terapia para Crianças e Adolescentes (GTCA), sempre me deparo com crianças com diversos tipos de patologias, deficiência mental e motora. É incrível como eu aprendo mais um pouco a linguagem da alma com todos eles!

Agradeço a Deus pela presença deles em minha vida e por esse aprendizado na Universidade da Alma! 


Almir Paes no Blog EspiritualMente
Almir Paes
O Cronista da Alma



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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Música para Refletir




O amor é um grande laço, um passo pr'uma armadilha
Um lobo correndo em círculos pra alimentar a matilha
Comparo sua chegada com a fuga de uma ilha:
Tanto engorda quanto mata feito desgosto de filha


O amor é como um raio galopando em desafio
Abre fendas cobre vales, revolta as águas dos rios
Quem tentar seguir seu rastro se perderá no caminho
Na pureza de um limão ou na solidão do espinho


O amor e a agonia cerraram fogo no espaço
Brigando horas a fio, o cio vence o cansaço
E o coração de quem ama fica faltando um pedaço
Que nem a lua minguando, que nem o meu nos seus braços.





segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Entrevista com Ivan Franzolin

Ivan Franzolin no Blog EspiritualMente
Ivan Franzolin

Formado em Administração de Empresas com especialização em Marketing de Serviços pela Fundação Getúlio Vargas e pós-graduado em Comunicação Social pela Cásper Líbero.

Foi gerente de Organização e Métodos e de Produtos no segmento financeiro e, agora aposentado, é sócio de uma corretora de seguros.

Foi colaborador e assessor de planejamento da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo (USE).


Ivan Franzolin no Blog EspiritualMente
Palestra de Ivan Franzolin na USE

Ivan mantém um programa na internet na TV Web Luz:


Ivan Franzolin no Blog EspiritualMente
Ivan Franzolin gravando o Programa na TV Web Luz

Deseja conhecer mais o trabalho de Ivan Franzolin? Visite o seu blog: 


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EspiritualMente - Como você conheceu o Espiritismo? Qual a importância desta Doutrina em sua vida?

Ivan - Conheci através da minha mãe que me transmitiu as primeiras ideias e conceitos já na infância. Na adolescência, li muitos livros mais espiritualistas do que espíritas. Na fase adulta, comecei a estudar as obras básicas, depois fiz os cursos. Tive tias que eram médiuns e convivi com a mediunidade desde cedo. O conhecimento espírita me fez muito bem, me deu conforto, esperança e mantive a chama do otimismo. A Doutrina tem me ajudado a ser uma pessoa melhor.


EspiritualMente - Desde 2015 que você vem realizando a Pesquisa Nacional para Espíritas. Em 2018, já saiu a 4ª edição da mesma. Como surgiu a ideia de elaborar esse trabalho? Há algum objetivo pessoal que queira identificar na pesquisa?

Ivan - Essa era uma ideia antiga que esbarrava na dificuldade de aplicação da pesquisa. As primeiras eram feitas em papel, entregues aos frequentadores das casas espíritas para serem preenchidas e devolvidas. A tabulação era muito trabalhosa. Com a internet e as redes sociais, esse trabalho foi muito facilitado. Minha intenção sempre foi ajudar as instituições com indicadores da forma de pensar e de se comportar dos espíritas, a serem trabalhados por elas no sentido de melhorar os esclarecimentos doutrinários e até ajustar a forma de se fazer as atividades quando necessário.


EspiritualMente - Em todas as edições, como foi o envolvimento do movimento espírita perante a pesquisa? Alguma manifestação por parte da Federação Espírita Brasileira (FEB)?

Ivan - Tive apenas o uso efetivo da pesquisa como instrumento de gestão pela Federação Espírita do Estado do Espírito Santo (FEEES) em 2017 e 2018. Tive ainda o apoio dos dirigentes da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo (USE) na divulgação da pesquisa. Sempre procurei enviar as pesquisas para as federativas, mas usava os e-mails divulgados em seus sites e não tenho certeza que chegaram às pessoas certas. Neste ano (2018), enviei formalmente para a FEB e para uma relação de e-mails das federativas que tive acesso. Importante destacar que tive grande apoio do Centro de Pesquisa e Documentação Espírita de Santos/SP (CPDoc) onde apresentei meu trabalho e recebi muitas críticas construtivas que me ajudaram a melhorar as novas edições.


EspiritualMente - Da 1ª até a 4ª edição da pesquisa, você percebe algum aspecto ou tendência em crescimento no movimento espírita? Poderia citar alguns dados positivos e negativos?

Ivan - Os trabalhadores espíritas são muito dedicados, executam mais de duas atividades e comparecem às suas casas mais de 8 vezes por mês. Cerca de 1/4 estão sobrecarregados. Quase a totalidade gosta muito do Centro que trabalham e fazem poucas críticas. Os frequentadores e voluntários anseiam por temas novos nas palestras. Reconhecem que a maioria dos Centros destaca mais o aspecto religioso da Doutrina do que o filosófico e o científico. Não há um uso padrão da terminologia espírita, cada casa em cada região usa o seu. Os espíritas estão envelhecendo e os jovens se afastando, o que preocupa o futuro do Espiritismo no Brasil. Existem muitas crenças que conflitam com a lógica e até com o conhecimento espírita que deveriam ser mais bem esclarecidas pelas casas espíritas. Os espíritas parecem terem sido formados em escolas que não ensinaram a analisar, questionar, pesquisar e argumentar. Escutam algo bonito, de autoria de alguém ilustre e aceitam sem nenhuma análise doutrinária. Esses são apenas alguns exemplos. As pesquisas tem apresentado muitas informações relevantes.


EspiritualMente - Como os dirigentes espíritas podem utilizar os resultados dessas pesquisas como parte de um planejamento anual? Você conhece algum Centro ou Instituição espírita que já esteja aplicando algo do seu trabalho?

Ivan - Não tive conhecimento, apenas a FEEES, mas tenho esperança que outras instituições estejam utilizando. O que proponho é a formação de pequeno grupo no Centro Espírita para analisar os resultados e identificar quais questões podem também estar revelando a realidade da sua casa. Por exemplo, baixa frequência de jovens? Trabalhadores sobrecarregados? Trabalhadores são ouvidos em suas sugestões? As informações sobre a Doutrina poderiam ser mais bem comunicadas?


EspiritualMente - Você já recebeu alguma crítica em relação às pesquisas? Alguns dados já foram contestados?

Ivan - Não recebi críticas, mas alguns elogios que me animaram a prosseguir. Logo na primeira edição, recebi a explicação de que a minha pesquisa não pode ser tecnicamente considerada probabilística, pois a distribuição pela internet não garante que todos os espíritas tenham a mesma chance de receber e preencher. Isso é feito pelas empresas de pesquisa com custo fora das minhas condições. Todavia, é um tipo de pesquisa útil e tem apresentado resultados semelhantes de pesquisas profissionais, como as do Censo do IBGE.


EspiritualMente - Na sua opinião, de posse dos resultados das pesquisas, o movimento espírita está cumprindo os seus objetivos na sociedade brasileira ou falta ainda alguma coisa? Como você vê o futuro do Espiritismo aqui no Brasil?

Ivan - As ideias espíritas proliferam pela mídia não-espírita, mas não estão encadeadas, nem fundamentadas e estão misturadas com crenças conflitantes com nosso conhecimento. Isso não é resultado apenas da grande mídia, mas também de uma série de livros ditos espíritas igualmente conflitantes. Os dirigentes e voluntários trabalham muito com as melhores intenções, mas acabam repetindo o que sempre foi feito, sem pensar em que situação isso vai levar e deixando de questionar o que desejamos para o futuro e o que estamos fazendo para alcançar. Que tipo de espíritas estamos formando? Creio que falta gestão! Falta planejamento estratégico! Sair do círculo vicioso das mesmas atividades repetidas por décadas. Buscar soluções novas e criativas, sem sair do compromisso com a coerência doutrinária.


EspiritualMente - Você também realiza outros tipos de pesquisa? Poderia falar um pouco sobre elas?

Ivan - Sim, há 30 anos eu pesquiso médiuns de efeitos físicos e os fenômenos que essa mediunidade produz. Participei de inúmeras reuniões de materialização de espíritos, entrevistei médiuns, verifiquei as cabines e as medidas de controle. Já cataloguei mais de 100 médiuns brasileiros. Estou sempre buscando indicações de casas que já tiveram esse trabalho para me aproximar. Faço também uma pesquisa histórica sobre os Evangelhos e Jesus. Esse é um estudo que todos os comunicadores espíritas deveriam fazer. Saber que Jesus não morreu aos 33 anos, provavelmente com 36 ou 37 anos, que os Evangelhos foram repassados primeiro oralmente para depois serem escritos, copiados por escribas que cometeram vários erros, acréscimos e omissões, depois foram traduzidos do aramaico, para o hebraico, copta e grego. Isso significa que Jesus não deve ter falado tudo que é atribuído a Ele e exatamente com as palavras e significados que conhecemos. É lógico que isso não tira o mérito dos seus ensinamentos, apenas pede mais cuidado de nossa parte na interpretação.


EspiritualMente - Que mensagem ou recomendação você deixa para os nossos colaboradores, seguidores e visitantes?

Ivan - Certamente você é espírita porque gostou do que a Doutrina explica, de sua filosofia, da sua preocupação com a ética e a moral. Então você precisa "vestir a camisa", assumir seu comprometimento com o futuro da Doutrina. Lembre-se que ela quase morreu na França, logo após a morte de Allan Kardec. Todos devem se sentir responsabilizados, pois "o Espiritismo será o que dele fizerem os homens" (Léon Denis).



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O EspiritualMente agradece a colaboração e a gentileza de Ivan Franzolin por ter concedido esta instrutiva entrevista!



quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Avaliando a vida

Texto de Almir Paes no Blog EspiritualMente

A vida não avalia, examina: classificando, selecionando, excluindo, reprovando...

Ela nos torna - se permitirmos - apenas números num contexto tecnocrata.

Ela nos pede (manda) trabalhar, comer, dormir e consumir. É proibido pensar, parar um pouco e refletir sobre os contornos e contextos da vida.

Ela nos quer autômatos, robôs, facilmente manipuláveis. E nos induz a sermos objetos consumistas de produtos e serviços de grandes trustes e conglomerados.

A vida, neste estágio atual, é formada por pessoas que ainda tem percepções incipientes sobre seus conceitos. Não conhecem os encontros e os desencontros que pairam sobre ela.

É preciso avaliar a vida, ou seja, interpretar os conhecimentos, habilidades e atitudes dos seus atores principais. É necessário ter uma apreciação qualitativa sobre eles. É preciso torná-los protagonistas e não apenas coadjuvantes do teatro do viver.

É preciso trabalhar noções de convívio, de práticas sociais e relacionais saudáveis, de relacionamentos e de cooperação, além das habilidades de "saber" e "saber fazer", já contemplados e tratados pela escola.

É preciso edificar uma aprendizagem, propiciando que as próprias pessoas construam a sua realidade e atribuam significado a ela.

É necessário desenvolver capacidades, habilidades, com a criticidade necessária para a vida em sociedade.

Mudar de paradigma é preciso. Que as pessoas deixem de ser objetos e passem a ser sujeitos dos fatos e ações. Para isso, é necessário conhecê-los.

Para promover o processo educativo, é preciso conhecer as personalidades, atitudes, interesses, dificuldades dos protagonistas da vida, estimulando o sucesso e o progresso de todos.

Finalmente, é preciso avaliar a vida, promovendo a independência das pessoas, estimulando-as para uma concepção investigativa e reflexiva, para uma postura cooperativa, para a compreensão e para a autonomia.

É preciso compreender que "a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida".

Vamos todos nos encontrar nas esquinas, nas curvas e nos caminhos que a vida nos proporciona!

Vamos, enfim, aprender a amar! Este é o percurso hegemônico da vida!


Almir Paes no Blog EspiritualMente
Almir Paes
O Cronista da Alma




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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Entrevista com o escritor e orador espírita Wilson Garcia

Wilson Garcia no Blog EspiritualMente
Wilson Garcia

Jornalista, escritor e orador espírita, Wilson Garcia é natural de São João Nepomuceno/MG. É casado, tem 04 filhos e residiu por 35 anos em São Paulo/SP. Desde 2004 mora em Recife/PE. 

É autor de vários livros, dentre eles:

Livros de Wilson Garcia
Alguns livros de Wilson Garcia


Visite o blog do Wilson Garcia: Expediente-on-line


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EspiritualMente - Como o senhor conheceu o Espiritismo? Qual a importância desta Doutrina em sua vida?

Wilson - Cada vez que me vejo diante dessa pergunta, sou levado a algumas reflexões diferentes. Por exemplo, dentre os inúmeros espíritas que conheço ou conheci, que alcançaram um grande respeito público pelo conhecimento sólido do Espiritismo, nenhum mostrou chegar à Doutrina de modo espontâneo ou por um só motivo. E há entre eles fatores comuns nessa rota em que seguiram em direção ao Espiritismo: ideia prévia dos princípios espíritas, facilidade de aceitação desses princípios, um dejá vu ou sentimento de já conhecer aquele conteúdo. Sem imaginar-me um dentre esses espíritas de destaque, me incluo entre eles quando se trata de conhecer o Espiritismo de modo espontâneo e quase casual, com plena aceitação dos seus princípios, uma quase alegria irrefreável de estar de posse desses conhecimentos novos e a disposição de empunhar a bandeira que ele nos coloca nas mãos. Tudo isso aconteceu aos 20 anos de idade, após adquirir e ler de imediato O Livro dos Espíritos. Mas isso não é tudo. Tive experiências negativas e positivas em relação à Doutrina desde os 10 anos de idade, nenhuma delas que pudesse deixar claro o que a Doutrina de fato é. De modo que, quando decidi adquirir a obra primeira de Kardec, sem mesmo ter noção de que era a principal, muito pelo desejo de conhecer as ideias, foi que descobri que a Doutrina era muito diferente e muito melhor, infinitamente melhor do que a apresentavam os que a ela, direta ou indiretamente, me remetiam. Dentre algumas experiências com fenômenos espíritas, devo citar uma, por dever de consciência: a que tive em atividades de mediunismo aos 19 anos, podendo observar fenômenos extraordinários fora do ambiente espírita e sequer desconfiar que iria estudá-los e compreendê-los apenas algum tempo depois, como ocorreu. Então, para mim, eles eram apenas fenômenos reais, dos quais não duvidei, mas também não saberia explicar. Hoje, vejo-os com o olhar moldado pelo Espiritismo e compreendo como é importante adquirir o conhecimento que liberta o espírito do meio cultural e das convenções humanas.


EspiritualMente - Que análise o senhor faz do trabalho e da postura da imprensa espírita brasileira na atualidade no que se refere a divulgação da Doutrina?

Wilson - Minhas relações com a comunicação jornalística tiveram início quando ainda tinha 14 anos de idade. Na ocasião, me empreguei na empresa gráfica que produzia o jornal semanal da cidade. Quando já espírita, fui naturalmente arrastado para esse lado e nele me estabeleci, mas - explique-se - sempre como colaborador e não por vínculo profissional. Desde então, vivenciei experiências com diversos jornais e revistas, seja auxiliando na sua dinamização, seja como fundador. Cito alguns: jornal Correio Fraterno do ABC, O Semeador, Dirigente Espírita, OpiniãoE. Dadas essas experiências, sempre olhei com boa expectativa a imprensa espírita, sempre muito pujante. Antes, constituída de verdadeiros abnegados, indivíduos devotados que supriam a falta muitas vezes do conhecimento técnico com uma abertura para melhoria. A revolução tecnológica do nosso tempo imprimiu mudanças profundas, ao mesmo tempo que ampliou ao infinito as possibilidades individuais de participação na comunicação social do Espiritismo. Hoje, qualquer um está livre para tornar público o seu pensamento, opiniões e informações sobre o Espiritismo, porém, o bom jornalismo permanece o mesmo e esse só é praticado por pessoas que possuam o mínimo de conhecimento técnico e seguro conhecimento doutrinário espírita. Em vista disso, vemos um amálgama de situações comunicativas e, infelizmente, em boa medida feita por pessoas com precário ou nenhum conhecimento doutrinário, reproduzindo conceitos ultrapassados como se fossem a voz do Espiritismo. Há uma precarização da comunicação espírita no domínio do senso comum, que nada serve nem ajuda à popularização do Espiritismo, antes, confunde. Por outro lado, vemos ainda bons espíritas realizando trabalho sério e bem feito através de jornais e revistas virtuais, bem como utilizando com boa técnica as possibilidades que o espaço da internet oferece.


EspiritualMente - Uma parcela do movimento espírita afirma que é necessário inovar na divulgação, retirar a Doutrina das instituições e levá-la a realidade do cotidiano, ou seja, falar mais o "idioma da sociedade". Alguns chegam a declarar que a Codificação Kardequiana precisa ser atualizada. Como o senhor analisa este conflito do segmento conservador com o segmento reformador do Espiritismo?

Wilson - A pergunta engloba duas questões distintas: a da comunicação e a da atualidade do Espiritismo. Quando olhamos hoje para o espaço público que é a internet, especialmente as redes sociais, vemos que ocorre aí uma espécie de diálogo social sobre o Espiritismo na linguagem atual, ou seja, naquela que é comum aos sujeitos em diálogo. Ocorre que esta tem como ponto de destaque a revelação da compreensão limitada da Doutrina por parte dos comunicantes, o que é sintomático e preocupante. É de uma evidência palmar que esses comunicantes são frequentadores em boa medida de algum Centro ou Associação Espírita, o que aumenta ainda mais a preocupação, pois revela que não encontram na instituição onde deveriam aprender a Doutrina um ensino de qualidade. Temos aí um problema de raiz, de difícil solução, pois os Centros Espíritas de alguma forma estão ligados à Federativa do Estado e estas, por sua vez, se ligam ao chamado Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira que, como se sabe, ditam as regras e orientam a cultura espírita brasileira. É certo que essas associações não tem o poder de impedir que grupos espíritas autônomos e indivíduos falem e comuniquem a Doutrina sob uma ótica mais consentânea com a filosofia espírita e, inclusive, se utilizem de técnicas e linguagens apropriadas à realidade atual, formando-se, assim, um contraponto à oficialidade, mas, convenhamos, isso é muito pouco se queremos enfrentar e mudar as coisas. Quanto à necessidade de atualização do conhecimento espírita, uma premissa de Kardec para o progresso da Doutrina e sua mantença, apenas aqueles que estão presos a um conservadorismo obtuso não aceitam e nem compreendem. Mas, claramente, navegam estes contra a realidade e trazem ao Espiritismo um prejuízo muito grande, pois entender que o conhecimento espírita depende única e exclusivamente da ação dos Espíritos Superiores e somente eles teriam poder para tal atualização é dispensar os humanos do seu dever e obrigação, transferindo tudo para outro plano. Onde haja estudos e pesquisas e onde as verdades se substituem constantemente por conta das novas descobertas, é onde o Espiritismo se situa e deve acompanhar. Os princípios básicos estão estabelecidos e não carecem de alteração, mas seu emprego e compreensão estão na dependência do progresso humano.


EspiritualMente - O senhor já escreveu três obras sobre o papel, o trabalho e a importância do Centro Espírita. Em um deles, conforme o título indica, é uma "Casa de Serviços e Cultura Espírita". A maioria dos dirigentes e trabalhadores espíritas tem noção dessa dimensão social e cultural dos Centros? Que principais aspectos o senhor destacaria em relação a cultura espírita produzida nas instituições?

Wilson - Relembrando Herculano Pires, diremos que se os Centros Espíritas compreendessem a importância do Espiritismo, este seria o movimento cultural da maior relevância para a humanidade, capaz de implantar uma verdadeira revolução cultural no mundo. A par de existirem dirigentes espíritas altamente preparados e centros muito bem dotados em relação ao ensino da Doutrina, de forma geral os centros carecem profundamente de consciência doutrinária para a realização de ensino e, especialmente, práticas baseadas no conhecimento racional segundo Kardec. Um misticismo forte e uma exploração ao estilo neopentecostal do nome de Jesus e sua transformação em bandeira de luta no campo do discurso religioso de tendência tradicional é o sinal evidente de uma consciência que não incorporou os fundamentos mais básicos do conhecimento espírita e, portanto, não encontra o sentido exato da renovação que o Espiritismo propõe.


EspiritualMente - O gênero literário espírita é um dos maiores do mercado editorial brasileiro. Como autor de vários livros, qual sua avaliação a respeito da atual literatura espírita? Existe mais quantidade ou qualidade?

Wilson - Sim, a quantidade de livros que se publicam hoje é infinitamente maior em relação a das décadas passadas, mas isso já era um prenúncio que apenas se confirmou. Uma vez que as teses espíritas invadiram o campo midiático e se transformaram em ingrediente para o cinema e a TV em sua busca desenfreada pela audiência, o interesse pela edição e comercialização dos livros espíritas cresceu e encontrou na popularização da Doutrina um amplo espaço para novos autores. A questão da qualidade da obra literária é uma preocupação geral e alcança, necessariamente, a produção espírita, com a diferença de que esta acrescenta um ingrediente a mais: a qualidade enquanto conteúdo coerente e fiel ao conhecimento espírita. Aí as coisas tomam outro rumo. No mundo capitalista, o objetivo primeiro é o dos resultados financeiros, ou seja, o editor disposto a produzir e comercializar o livro espírita não o faz com propósitos humanitários, mas com objetivo de lucro. Para estes, não importa se o conteúdo do livro guarda coerência com os preceitos doutrinários, nem que o autor seja um representante fiel da Doutrina Espírita. Importa que o público consuma o livro na medida do retorno financeiro com o máximo lucro. Desta realidade, nem mesmo os editores espíritas conseguem fugir completamente, uma vez que são afetados de forma direta pelas leis do mercado. Então, o livro, antes produzido e publicado em menor escala, com menor índice de problema doutrinário, hoje encontra amplo espaço mercadológico e menor preocupação com o conteúdo espírita coerente. Colocado no fim dessa cadeia, o leitor em geral se vê como um consumidor convencido de que ler é importante, mas sem o empenho da consciência crítica e da necessária condição de avaliar o conteúdo em relação à coerência doutrinária, para o que não foi preparado. Temos, assim, esse quadro dominante, infelizmente.


EspiritualMente - Por muitos anos, o senhor fez parte da Associação de Divulgadores do Espiritismo de Pernambuco (ADE-PE), sendo o apresentador do Programa Realidade Paralela na Rádio Folha de Pernambuco, uma das mais importantes emissoras do Estado. Recentemente, o programa saiu do ar após mais de 10 anos de exibição. Qual sua opinião sobre essa perda de um espaço tão importante de divulgação espírita?

Wilson - Infelizmente, a ADE-PE, a exemplo de outras ADE's pelo Brasil, não logrou preparar uma equipe capaz de dar prosseguimento as suas iniciativas no campo da comunicação espírita. Ficamos centrados nos afazeres imediatos e descuidamos da estrutura e do quadro associativo. Também não conseguimos sensibilizar os espíritas portadores de conhecimento técnico na área da comunicação, fator que sempre se mostrou importante às práticas comunicativas midiáticas porque, assim como outras atividades, a boa comunicação não depende apenas de boa vontade por ser uma especialidade com suas técnicas e características próprias. Em geral, os espíritas munidos somente de boa vontade tem muitas dificuldades em compreender que, uma associação especializada como as ADE's, para se tornar duradoura e eficiente, precisa contar com uma parte de colaboradores com conhecimentos técnicos do assunto. Some-se a isso aquilo que já foi bem exposto em outras oportunidades, ou seja, a comunicação midiática tem seus custos e a obra cultural não costuma sensibilizar os espíritas de condições financeiras privilegiadas à prática da caridade com seu apoio, pois a caridade que compreendem é apenas aquela que mata a fome de um dia. Herculano Pires dizia que esta é que é compreendida como capaz de dar em troca um pedaço do céu. Poucos sabem que a boa comunicação contribui para o desenvolvimento da consciência crítica. Quanto ao Programa Realidade Paralela, infelizmente, estava inserido em todo esse contexto.


EspiritualMente - Em meio a tantas crises, escândalos e crescimento da violência, quais suas perspectivas sobre a atualidade e o futuro do Brasil? Estamos no rumo certo?

Wilson - Neste aspecto, Kardec é atualíssimo: qualquer que seja a transformação social que se pretenda, ela só se dará, efetivamente, com a mudança do ser humano. Continuamos à espera do homem moral, em seu amplo sentido, para aperfeiçoar e implantar as novas e duradouras instituições sociais, que precisam ser justas. Enquanto isso, ninguém pode fugir do seu dever social, da responsabilidade de ajudar na transformação do mundo a partir da transformação de si. Muitos espíritas se encantam com a notícia vinda do mundo espiritual dando contam de que muitos espíritos atrasados se encontram reencarnados. E creem piamente que eles são os maiores responsáveis pelo quadro de violência, física e moral, que vivemos. Além disso, acreditam também que eles estão recebendo sua última oportunidade. Isso lhes basta para debitar a outrem a calamitosa situação social do planeta. Contudo, a verdade é que a humanidade, de forma geral, carece de transformação individual e coletiva, para se colocar em condições de erguer um mundo de paz e prosperidade. A par disso, não podemos ser pessimistas e nem deixar de ter convicção nos destinos da humanidade e, particularmente, do nosso país. Os princípios espíritas nos ensinam o otimismo, dano-nos suficiente material para acreditar que caminhamos para o progresso e não para o caos.


EspiritualMente - Que mensagem você deixa para os visitantes, seguidores e colaboradores do nosso blog?

Wilson - Estamos no mundo como alunos em laboratório, ou seja, saímos da sala de aula para o local das experiências, onde aprendemos o valor da liberdade de optar, decidir e realizar. Viver diversas situações é fundamental para consolidar o aprendizado e aspirar a um futuro melhor. A liberdade é um bem maior. É ela que nos conduz à compreensão do valor da responsabilidade, daí porque a liberdade deve ser preservada sobre qualquer pensamento obscurantista e dominador. A responsabilidade nos conduz à liberdade, mas é a liberdade que nos faculta chegar à responsabilidade. Nenhum ser, sob opressão, será capaz de atingir os níveis de responsabilidade inerentes aos verdadeiros seres humanos. A justiça maior se assenta sobre o alicerce que a liberdade constitui. Os humanos erram porque possuem liberdade de escolha e acertam pela mesma razão. O Espiritismo é Doutrina da liberdade, de bem e do belo. Pensemos nisso!

*          *          *

O Blog EspiritualMente agradece a Wilson Garcia pela gentileza em conceder esta instrutiva e interessante entrevista!

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Conversando com o tempo

Poema de Almir Paes no Blog EspiritualMente

Às vezes fico cansado
Quero apenas deitar ao sol
Ou namorar a lua!

Às vezes quero conversar com os infelizes e os desencontrados
Que tem certa vergonha de se encontrarem!

Às vezes quero conversar com os sadios
Que tem tudo nos eixos, a vida nos trilhos
Uma vida tão certa que se esvai entre os seus dedos!

Às vezes quero conversar com os loucos
Mas que loucos?
A loucura pode representar as rupturas tão procuradas!

Às vezes quero conversar com os fingidos
Que brincam de nunca ser!

Às vezes me vejo artista
Pinto quadros de almas...
Inclusive a minha!



Almir Paes no Blog EspiritualMente
Almir Paes
O Cronista da Alma


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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Sugestão de Filme

Sugestão de filme do Blog EspiritualMente
A vida secreta de Walter Mitty


Ano: 2013

Direção: Ben Stiller

Nacionalidade: EUA

Gênero: Aventura / Comédia

Com: Ben Stiller, Kristen Wiig, Shirley MacLaine, Sean Penn

Sinopse: Walter Mitty (Ben Stiller) é o responsável pelo departamento de arquivo e revelação de fotografias da tradicional revista Life. Ele é um homem tímido, levando uma vida simples, perdido em seus sonhos. Ao receber um pacote com negativos do importante fotógrafo Sean O'Connell (Sean Penn), ele percebe que está faltando uma foto. O problema é que trata-se justamente da foto escolhida para ser a capa da última edição da revista. É quando, Walter, com o apoio de Cheryl (Kristen Wiig) é obrigado a embarcar em uma verdadeira aventura.

Comentário: Um filme que traz belas mensagens a respeito do propósito da vida, da importância de viver, de ir em busca de um objetivo e enfrentar as possíveis dificuldades. O lema da revista Life é uma verdadeira reflexão sobre a melhor forma de viver.




terça-feira, 11 de setembro de 2018

O melhor candidato a Presidente do Brasil

Texto de Manoel O. Guimarães Jr

Em primeiro lugar, quero deixar bem claro que o Blog EspiritualMente não tem fins políticos e não está declarando apoio a nenhum candidato a Presidente do Brasil.

Todavia, é nosso dever procurar orientar as pessoas a votarem com consciência e seriedade.

Vale salientar que os representantes eleitos no pleito deste ano, comandarão os Estados e a nação nos próximos 04 anos.

Por isso, é muito importante saber votar bem!

Por mais que a maioria das pessoas não goste do evento e estejam decepcionadas com a atual política, as eleições representam uma grande oportunidade de se fazer uma revolução pacífica em nosso país. 

Através do voto, a gente pode mudar os rumos da nossa nação, promover uma verdadeira reforma, expurgando políticos corruptos, pilantras e aqueles que não desempenharam bem os seus mandatos.

Atenção: votar nulo ou em branco não é protesto e não ajudará em nada! Geralmente favorece péssimos candidatos, aqueles que não tem propostas ou nenhum compromisso com a população.


Texto de Manoel O. Guimarães Jr


Mas, então, qual seria o melhor candidato a Presidente do Brasil?

Para um país de dimensões continentais como o nosso, com mais de 200 milhões de habitantes, com uma grave desigualdade social e uma imensa diversidade cultural, o perfil do Presidente deve ser de um verdadeiro líder conciliador, que tenha experiência administrativa, um passado político limpo, pautado na ética e sem envolvimento em escândalos de corrupção.

Um Presidente sério deve tentar unir e mobilizar os mais variados segmentos da sociedade em prol da nação. Que promova as reformas necessárias a melhoria de vida da população.

Por outro lado, candidatos com discursos de ódio, de intolerância, de violência, que acham que assim resolverão de maneira rápida os problemas da nação, estarão estimulando, direta ou indiretamente, uma verdadeira guerra civil no país. Para os eleitores que defendem o retorno dos militares ao poder e um sistema ditatorial, vejam o que disse Ruy Barbosa:


Texto de Manoel O. Guimarães Jr

Candidatos que incentivem o conflito entre as classes sociais - pobres x ricos, negros x brancos etc. - irão desagregar mais o que já está desagregado.

Candidatos que levantam bandeiras de Religião para chegar ao poder não irão acrescentar em nada para a melhoria do país.

Felizmente ou infelizmente, a melhor via para a atual conjuntura brasileira ainda é o da política com diálogo, com negociação, ouvindo e respeitando todos os segmentos da sociedade.

Você, prezado(a) leitor(a), pode até afirmar: - E onde eu encontro um candidato com essas características? Não há candidato bom!

Realmente, está difícil!

Mas é preciso lembrar que vivemos num mundo de provas e de expiações. A imensa maioria dos espíritos que habita a Terra são imperfeitos!

Mas assim como ainda há pessoas boas no mundo, também há políticos com boas intenções. O problema é que a gente não procura, não pesquisa, preferimos votar naquelas caras já conhecidas afirmando: "ruim com ele, pior sem ele". Ou então vendemos o nosso voto para aquele candidato que nos ofereça algum tipo de benefício.


Texto de Manoel O. Guimarães Jr

Portanto, votemos com consciência! Seremos responsáveis pelas escolhas que a gente fizer!

Paz e luz a todos(as)!


Manoel O. Guimarães Jr
Administrador - EspiritualMente




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