segunda-feira, 22 de outubro de 2018

O escritor e sua função social

Texto de Almir Paes no Blog EspiritualMente

Qualquer escritor tem função social. Seja para conservar ou contribuir na transformação do objeto/sujeito enfocado.

Trago nos meus escritos a ânsia de buscar um mínimo de engajamento, fazer do texto veículo de luta ou qualquer coisa capaz de melhorar o mundo e o homem.

O filósofo Jean-Paul Sartre dizia que "o primeiro dever de quem escreve é alertar".

Hervé Bazin afirmava que "o papel do escritor é o de tornar intolerável, para todos, aquilo que ele próprio não pode aceitar na existência - injustiça, hipocrisia..."

Escrever é tentar entender o mundo.

O poeta Mário de Andrade comentava que "todo escritor acredita na valia do que escreve. Se mostra é por vaidade. Se não gosta, é por vaidade também".

Para mim, na embalagem deste ofício de escrever vem: assunto oportuno, clareza, concisão, decência moral e estética e originalidade.

Dói-me ver uma boa ideia mal vestida, a desfilar pelas páginas em andrajos, traçada em frases inchadas, sem refinamento literário.

Todo escritor tem um estilo próprio. Estilo é escolher palavras, definir a construção sintática e o ritmo dos fatos, bem como os próprios fatos. É faze-los navegar em viagem com o leitor, numa composição pessoal característica e marcante. É dar vida e interpretações mil a palavras já gastas e surradas.

O cronista deve passar misericórdia e simpatia com a humanidade.

É não fugir da ideologia marcante. O meu socialismo é aprisionado, entrincheirado nas letras.

Persigo sonhos, até quando me enrosco nos cabelos cacheados da liberdade. Vai ver é porque "toda canção de liberdade vem do cárcere", já dizia Gorch Fock.

Sem nenhuma pretensão, assim escrevo e penso!


Almir Paes no Blog EspiritualMente
Almir Paes
O Cronista da Alma




Deseja ler outros textos de Almir Paes? Então clique aqui!



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Agradecemos pelo comentário!