segunda-feira, 27 de maio de 2019

A musicoterapia nas Casas Espíritas

Crônica de Almir Paes no Blog EspiritualMente

Certa vez, fui visitar uma amiga que estava internada num hospital. Quando cheguei no quarto em que ela estava, tinha um rapaz cantando e tocando violão magnificamente.

Perguntei a minha amiga se aquele rapaz era algum amigo ou conhecido dela. Ela disse que era uma terapia alternativa e opcional do hospital.

Este tipo de terapia, ou melhor, a musicoterapia já é uma realidade em hospitais, clínicas etc. Podemos dizer que é a utilização da música no tratamento de problemas de saúde, bem-estar e qualidade de vida, num contexto social e clínico. A música exerce um efeito positivo, já comprovado cientificamente, na imunidade das pessoas. Ela alegra, levanta o astral, provoca o prazer em viver.

Na instituição religiosa que faço parte - o Educandário Espírita Joana D'Arc - temos um trabalho de musicoterapia há muitos anos. O nome da nossa banda é Banda Procurando Ritmo, composta por alguns trabalhadores da nossa instituição. 

Crônica de Almir Paes no Blog EspiritualMente
Banda Procurando Ritmo

No segundo sábado de cada mês, nós visitamos abrigos de idosos, casas de passagem e orfanatos levando, além da música, alegria, carinho e atenção para esses locais.

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Visita a um abrigo

Em um desses sábados, quando estávamos visitando o Abrigo Espírita Batista de Carvalho, localizado no bairro de Jardim São Paulo em Recife/PE, a coordenadora da instituição, Tereza da Hora, fez este depoimento:

- Quando vocês vêm com a música, o carinho e a atenção, as idosas adoecem menos, brigam menos, alimentam-se melhor, tem mais saúde!

São tantos casos de pessoas que se beneficiaram com o nosso trabalho que ficaríamos o dia todo contando essas histórias!


Almir Paes no Blog EspiritualMente
Almir Paes
O Cronista da Alma



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7 comentários:

  1. É um belíssimo trabalho! Eu, que faço parte da equipe de visitas, sinto o quanto é importante a música para essas pessoas tão necessitadas de carinho. Ahradeço então, ao amigo Jesus, por esta oportunidade!

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  2. Muito bom esse trabalho parabéns pra todos vocês voluntários

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  3. O primeiro comentário é de Eduardo Souza. Eduardo é participante do grupo de visitas e integrante da Banda Procurando Ritmo, É o nosso violonista. As visitas são verdadeiras bençãos para os visitantes e sobretudo para as vovós e vovôs visitados. Eles são abandonados pela família nestes abrigos geriátricos Geralmente, as únicas visitas que recebem são as nossas e de outros grupos.

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  4. Parabenizo o grupo pela iniciativa. Toda ação no bem, ou seja, toda ação que vise o bem de outrem, reflete em nosso próprio bem. Agir no bem é se colocar como canal de manifestação do bem divino. Que sejam todos integrantes da banca, esse canal através do qual o bem divino possa envolver os outros seres.

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  5. PREZADOS AMIGOS:
    Para maiores informações sobre tão importante tema, copiamos de um site especializado o seguinte:

    MUSICOTERAPIA
    Musicoterapia é uma ciência paramédica que utiliza a música e seus elementos constituintes, ritmo, melodia e harmonia, além de movimentos, expressão corporal, dança e qualquer outra forma de comunicação verbal e não verbal, com objetivos terapêuticos. Se desenvolve em um processo coordenado por um musicoterapeuta qualificado, com um paciente ou grupo. O objetivo primário da Musicoterapia é possibilitar aos pacientes a abertura de canais de comunicação e/ou a reabilitação de necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas.

    INDICAÇÕES
    Os musicoterapeutas trabalham com uma gama variada de pacientes. Entre estes estão incluídas pessoas com dificuldades motoras, autistas, pacientes com deficiência mental, paralisia cerebral, dificuldades emocionais, pacientes psiquiátricos, gestantes e idosos.

    O trabalho musicoterápico pode ser desenvolvido dentro de equipes de saúde multidisciplinares, em conjunto com médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e educadores.Também pode ser um processo autônomo realizado em consultório.

    O uso da música como método terapêutico vem desde o início da história humana. Alguns dos primeiros registros a esse respeito podem ser encontrados na obra de filósofos gregos pré-socráticos.
    A sistematização dos métodos utilizados hoje em dia só começou, no entanto, após a Segunda Guerra Mundial, com pesquisas realizadas nos Estados Unidos. O primeiro curso universitário de Musicoterapia foi criado em 1944 na Michigan State University.

    PROCESSO
    O processo da Musicoterapia pode se desenvolver de acordo com vários métodos. Alguns são receptivos, quando o musicoterapeuta toca música para o paciente. Este tipo de sessão normalmente se limita a pacientes com grandes dificuldades motoras ou em apenas uma parte do tratamento, com objetivos específicos.

    Na maior parte dos casos a Musicoterapia é ativa, ou seja, o próprio paciente toca os instrumentos musicais, canta, dança ou realiza outras atividades junto com o terapeuta. A forma como o musicoterapeuta interage com os pacientes depende dos objetivos do trabalho e dos métodos que ele utiliza. Em alguns casos as sessões são gravadas e o terapeuta realiza improvisações ou composições sobre os temas apresentados pelo paciente.

    Alguns musicoterapeutas procuram interpretar musicalmente a música produzida durante a sessão. Outros preferem métodos que utilizem apenas a improvisação sem a necessidade de interpretação. Os objetivos da produção durante uma sessão de Musicoterapia são não-musicais, por isso não é necessário que o paciente possua nenhum treinamento musical para que possa participar deste tratamento.
    O musicoterapeuta, por outro lado, devido às habilidades necessárias à condução do processo terapêutico, precisa ter proficiência em diversos instrumentos musicais. Os mais usados são o violão, o piano e instrumentos de percussão.

    MUSICOTERAPEUTA
    O profissional responsável por conduzir o processo musicoterápico é chamado musicoterapeuta. A formação desse profissional é feita em cursos de graduação em musicoterapia ou como especialização para profissionais da área de saúde (medicina ou psicologia). Em alguns países a musicoterapia também pode ser parte de uma formação em arteterapia, que envolve, além da música, técnicas de artes plásticas e dança.

    A formação do musicoterapeuta inclui teoria musical, canto, prática em ao menos um instrumento harmônico (piano ou violão), instrumentos melódicos (principalmente flauta) e percussão.
    Também faz parte da formação do musicoterapeuta o conhecimento da anatomia e fisiologia humana, psicologia,filosofia e noções de expressão artística, expressão corporal, dança, técnicas grupais e métodos de educação musical.

    UM FORTE E GRANDE ABRAÇO A TODOS:
    fernandorosembergpatrocinio.blogspot.com.br

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    1. Olá Almir, parabéns pelo texto. Realmente a música é a linguagem da alma, como bem nos fala Emmanuel no livro O Consolador, psicografado pó Chico Xavier. O Voz e Caridade, meu grupo musical, tem muitas experiencias com música. Vários depoimentos nos chegam de pessoas que se cursaram de depressão com a ajuda de nossas músicas, outros com dores terminais de câncer, só conseguia dormir ouvindo uma música nossa, uma interrompeu um suicídio ouvindo uma de nossas músicas. Também temos um trabalho de visita a um abrigo e já vivemos uma experiência de auxiliar um desencarne com uma música. Visitamos também pacientes psiquiátricos levando música e o efeito é muito bom. Mais música para esse planeta!

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  6. É de de fato uma das melhores terapias para acalmar e proporcionar a sintonia. Utilizamos há muito tempo em nossas reuniões música de fundo na parte de espera e inicial dos trabalhos, em volume suave. As vezes inclusive algumas com sons da natureza como som de riachos, água da chuva, pássaros, etc. Recomendo e endosso a utilização.É importante propiciar um ambiente saudável e fraterno na casa espírita, de tal modo que leve a integração e participação de todos no objetivo comum.A música auxilia na concentração com desligamento de problemas pessoais que geralmente ficam residuais na mente dos participantes dos trabalhos e que lhes dificultam o engajamento nas atividades.

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