segunda-feira, 6 de maio de 2019

Do plantio e da colheita

Texto de Franklin Callado no Blog EspiritualMente

Olhar a vida como algo fútil e sem sentido é extremamente danoso e também perigoso. Um agravante e que não soluciona nada é procurar alhures, em outro lugar, o que é prerrogativa de cada um, na intimidade do seu ser, onde está o que realmente somos e o que viemos a ser.

Todos os dias o sol banha a terra com luz e calor e é saudado pelos passarinhos como um lembrete da presença da vida em toda parte, lembrete que também somos vida, presente no todo e cada um de nós tem sua nota no concerto cósmico da grande orquestra que move os mundos, do tropismo das pedras, passando pelo longo sono da vegetação, passando pela agitação dos animais e no cume das espécies, após muito tempo evolutivo, no homem...

Fazemos parte da espécie humana. Foi nos dado o poder de discernir qual o nosso papel no grande concerto da vida. Como Sócrates perguntou: "Como devemos agir?". E perguntamos: "Como devemos pensar? O que fazer com a dádiva da vida?".

Podemos discernir que, somado ao privilégio da vida, escolhemos a atitude com todos os nossos irmãos de jornada, da erva do campo, de todas as manifestações da natureza, passando pela constelação familiar, pelos amigos e conhecidos, pelos anônimos pelos quais passamos, devendo manter a ideia de que somos irmanados a toda forma viva e assim irmanados como todos os outros seres humanos.

Toda vida é interdependente. Um fóton parte do sol e impressiona os cloroplastos de uma folha verde da vegetação que produz o oxigênio que respiramos. O sol, a vegetação, nós, elementos vitais da existência física, não estamos separados. É um sistema vivo que cobre nosso orbe. Somos vida, parte da vida, do todo. Somos criaturas conscientes. O bem ou o mal que fazemos é como o plantio. Se plantarmos frutos doces, colheremos doces frutos, se plantarmos frutos amargos, colheremos amargos frutos. A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.

Como disse o Mestre Jesus (Mateus 7:18), "pelo fruto conhecereis a árvore. Uma árvore boa não pode dar maus frutos assim como uma árvore má não pode dar bons frutos".

A queda do homem está em seu orgulho, egoísmo e vaidade. Como pode o homem amar seu semelhante como irmão se o vê como um rival ou como um competidor, sem compreender-lhe a diferença? Somos todos diferentes e é fundamental aceitar isto.

"Amai os vossos inimigos", propôs o Mestre Jesus (Mateus 5:44). Precisamos olhar para os nossos irmãos com compreensão, não julgar, pois seremos julgados na mesma medida (Mateus 7:2). O Evangelho é o melhor instrumento possível a fazer em nosso mundo.

Além do Evangelho, estão os puros espíritos do Senhor, mentes para nós inconcebíveis em seu amor e bondade. O mais perto que podemos chegar a este amor é o amor de mãe, que tudo perdoa e compreende. Além está o inefável amor de Jesus, o maior espírito que já pisou no orbe. Não foi compreendido em sua passagem pela carne e é pouco compreendido ainda hoje. Rituais convencionais do mundo não são o bastante para galgarmos melhores patamares de progresso.

Como diria Sócrates: "Conhece-te a ti mesmo". Há em cada um de nós potencialidades que desconhecemos. Estamos fadados ao bom, ao belo e ao puro, mas tudo ao seu tempo. Em toda parte, há irmãos que sofrem física e espiritualmente. Vamos ao encontro deles, pois cada espírito, encarnado ou desencarnado, amparado por nós, é um amigo na eternidade e crédito divino.

Um dos grandes males de nosso tempo é a indiferença para com nossos irmãos de jornada. Estejamos atentos e despertos e, de forma oportuna, exerçamos a caridade, pois haverá sempre testemunhas de nossas obras.



Uma colaboração de Franklin Callado
Enviado por Reinaldo Di Bernardi




Um comentário:

  1. Questiona-se:

    Como o seu autor, que não pude mais devidamente apurar,
    pudera reunir tanta sabedoria em seu sucinto texto?

    Vindo do Universo, dos Sóis e chegando à Terra, relembra
    Sócrates, o Mestre Jesus, a Palingenesia, a Lei Eterna
    dos Mundos, a Causalidade, a Evolução, do átomo ao arcanjo,
    passando pelo homem responsável, evidentemente.

    Como já se disse: o sábio fala muito com poucas palavras;
    e o tolo, em sua estupidez, fala pouco com muita verbosidade.

    Referido texto é a prova viva desta assertiva supra.

    Como é bom acordar e se deparar com tanta sabedoria,
    tanta calma, tanta verdade pura, cristalina...

    De coração genuflexo: nós lhes agradecemos!!!

    Parabéns.
    fernandorosembergpatrocinio.blogspot.com.br

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