terça-feira, 14 de maio de 2019

Vida de uma mãe de autista

Texto de Almir Paes no Blog EspiritualMente

Mãe de autista está sempre a mil por hora. O autista é hiperativo.

Mãe de autista, geralmente, não tem tempo para ela, para o marido...

Mãe de autista é assim: acorda cedo, quando o filho não a acorda pela madrugada. Leva o filho na terapia e fica por lá até às 12 horas. Depois, leva o mesmo a escola e vai buscá-lo no final da tarde.

Ainda tem as crises do filho que ela tem de administrar. Isso, sem contar as longas e intermináveis atividades domésticas.

Ainda tem a faculdade, as tarefas religiosas e o relacionamento familiar e social.

Esse é um pequeno resumo da vida de Luciane Maria de Melo Paes, minha esposa e mãe de Clarice Maria de Melo Paes, nossa filha. Clarice é portadora do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Mesmo com tudo isso, Luciane é uma pessoa alegre, descontraída e está sempre com muita energia para conviver com este cotidiano. Ela também é grata por ter uma filha tão linda como Clarice, um diamante bruto a ser lapidado.

Luciane sorri da vida, das pequenas coisas do dia a dia. Está sempre cansada, devido às inúmeras e múltiplas atividades, mas dela exala um bom humor admirável. É uma verdadeira guerreira e sempre combatente em prol do bem estar da filha. 

A felicidade de Clarice é a felicidade dela.

O sorriso de Clarice (parece com o dela) é um presente divino para ela.

Luciane está sempre pesquisando, estudando, fazendo cursos referentes ao mundo do Autismo. Qualquer avanço no desenvolvimento de Clarice, por pequeno que seja, é comemorado com altivez e com festa.

Só quem sabe o amor que Luciane tem por Clarice é quem convive diariamente com ela.

Desta forma, homenageio Luciane e todas as mães em geral, de autistas ou não. 

Que Deus as abençoem, concedendo a todas elas muita saúde, energia, alegria e discernimento para educar e acompanhar seus filhos(as)!


Almir Paes o Cronista da Alma
Almir Paes
O Cronista da Alma




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2 comentários:

  1. Realmente, há mães que são um exemplo de fraternidade, solidariedade e desprendimento inigualável. Tenho a felicidade de ter conhecido algumas delas, exemplo de vida que me faz refletir sobre este exemplo e outros tão fortes que nem gostaria enumerar. Lembro que no dia 24 de dezembro estava na UTI do Hospital Infantil com um amigo e colega espírita médico daquela instituição, e eu, vestido de Papai Noel entregando guloseimas à petizada. Uma senhora aproximou-se e pediu-me delicadamente se podia ir até a cama de uma criança no respirador, magérrima e esquálida para faze-la sorrir, pois só tinha pouco tempo de vida...Não era filho dela, mas era mãe também...Aí pude finalmente avaliar o quanto é difícil a missão de ser espírita e o que é o sentimento de mãe...

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  2. Dizemos que a mulher é a Mãe do Mundo!

    Não lhes fossem, o que seria de mim, de você,
    de todos nós, se Deus, em Sua Misericórdia,
    não dessem às mães a possibilidade do
    nosso renascimento no Mundo para a nossa
    melhoria, nossa educação e progresso espiritual.

    Louvemos a Deus, Louvemos às Mães que
    são Mães do Mundo: de mim, de você,
    de todos, enfim.

    Que nos amemos mais e que louvemos a
    Mulher, a Profissional, a Dona de Casa,
    a Carinhosa Mãe de todos nós, e, inclusive,
    do autista que, como sabemos, trata-se
    de um irmão em processo de cura, de
    melhoria, de redenção espiritual.

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