quinta-feira, 27 de junho de 2019

João Prado - O Poeta do Otimismo




Este documentário foi produzido pelo professor, poeta e escritor Gláucio Cardoso. Através de depoimentos, poemas e histórias, apresenta a vida, a poesia e a visão de mundo de um dos mais antigos poetas espíritas em atividade: João Prado.

Com duração de 49 minutos e trilha sonora composta pelo cantor e compositor Jhony, João Prado - O Poeta do Otimismo também está disponível no canal do YouTube da revista Garimpo.









quarta-feira, 26 de junho de 2019

Meus tempos de criança

Crônica de Almir Paes no Blog EspiritualMente

Fazendo algumas reflexões sobre a vida, lembrei-me da minha infância.

Parte dela passei na Vila Yolanda - até os 6 anos de idade - e o restante num conjunto habitacional de quatro prédios, localizado na Avenida Recife. Nós morávamos no primeiro prédio.

Logo quando lá cheguei, vindo da Vila Yolanda, deslumbrei-me com a beleza do lugar. A parte da frente, onde hoje é a Vila Cardeal e Silva, era um grande sítio, com árvores frutíferas, terrenos baldios, onde fazíamos nossos campos de peladas para jogarmos futebol. Atrás dos prédios, existia a pequena Vila Tamandaré. Havia também um areal maravilhoso, dois campos de futebol e uma quadra de futebol de salão.

Mais na frente, avistávamos um grande sítio, onde hoje é o Conjunto Habitacional Inês Andreaza. Do lado do posto do senhor Ricardo, havia um terreno muito arborizado e cheio de pequenos riachos, onde pegávamos camarão. Era o terreno da Radiobras.

Lembro-me que a tarde, atrás dos prédios, fazia uma sombra muito gostosa. Lá ficávamos sentados na calçada ou deitados na areia, que era bem branquinha e limpa. Avistávamos nesse local um céu azul cintilante e, à noite, um céu repleto de estrelas.

Nossas piscinas eram as límpidas águas dos rios. Nosso quintal era a rua, onde brincávamos de pião, bola de gude, academia, trinta e um alerta, empinar papagaio... Nós sabíamos conscientemente a extensão da nossa felicidade.

Lembro-me das nossas relações com os amigos. Eram fraternas, respeitosas e amistosas. Nossos pais tratavam nossos amigos como se fossem seus próprios filhos. Éramos tão crianças, tão inocentes, que ainda acreditávamos em Papai Noel. Tudo que fazíamos nos prédios era compartilhado por todos. Desavenças haviam, mas o respeito predominava acima delas.

Lembro-me dos vendedores e prestadores de serviços ambulantes. Lembro-me do leiteiro que deixava o leite em garrafas de 01 litro em frente as nossas portas e recolhia as garrafas vazias. Era a época do famoso leite Cilpe.

Lembro-me do verdureiro que vendia frutas e verduras numa grande carroça. As nossas relações com ele eram tão fraternas que marcávamos até jogos de futebol com o time da sua comunidade.

Lembro-me do pipoqueiro. Quando não tínhamos dinheiro para comprar um saquinho do produto, esperávamos ele terminar de fazer a pipoca para pedir o "torreiro" - aquelas pipocas que não estouravam completamente - que ele jogava fora.

Lembro-me do vendedor de pães que vinha dirigindo uma bicicleta acoplada a um dispositivo quadrado repleto do produto.

Lembro-me da nossa alimentação: carne fresca vinda do matadouro, peixe fresco, ovos de galinha da granja próxima da nossa casa, frutas e verduras naturais.

Lembro-me também do amolador de facas e tesouras, do vendedor de doce conhecido como japonês...

Depois desse relato, eu posso descrever resumidamente a infância de hoje, deixando que vocês estabeleçam um parâmetro com os tempos pretéritos.

As crianças de hoje estão, em média, 16 horas plugadas no computador, na TV, nos brinquedos eletrônicos, nos celulares. Não brincam na rua, não jogam futebol - a não ser em escolinhas pagas pelos pais. Elas também não tomam banho de rio - e nem podem, porque os rios estão todos poluídos. Enfim, não interagem com outras crianças, a não ser na escola. A alimentação delas é tão industrializada que está levando algumas crianças a terem colesterol alto e a ter obesidade mórbida. As coisas estão de um jeito que, em alguns lugares, quando uma criança quer comer uma fruta, se esconde no banheiro para não ser descoberta e chamada de babaca.

Não sou contra a linguagem coloquial proferida pelas novas gerações. Mas sou terminantemente contra ao flagrante processo de extinção de valores como o respeito, a solidariedade, o carinho e o amor. Expressões como "bom dia", "com licença", "me desculpe", "sua bênção", são atitudes de um passado bem longínquo. São frases rejeitadas, principalmente pelas novas gerações. Quem é muito educado é considerado maricas, homossexual.

A nova geração é especialista em manipular equipamentos eletrônicos - computadores, tablets, celulares -, mas são incapazes de pensar, sobretudo, o pensar crítico. Pregam a liberdade mas fazem e compram tudo o que a mídia manda. Geração que não pensa, não faz a sua história, apenas repete a história que outros já fizeram.

Portanto, precisamos viver plenamente em todos os tempos, mas não nos é proibido inquiri-los e analisá-los numa série histórica definida e de uma forma crítica.


Almir Paes no Blog EspiritualMente
Almir Paes
O Cronista da Alma




Para ler outros textos de Almir Paes, clique aqui!



Entrevista com Antonio Carlos Navarro

Antonio Carlos Navarro no Blog EspiritualMente
Antonio Carlos Navarro

Palestrante, dirigente e articulista espírita, é natural de São José do Rio Preto (SP), cidade onde atualmente reside. 

Formado em Eletrotécnica, sendo Gestor de Contratos no ramo de construções eletromecânicas, Antonio é casado, tem dois filhos e dois netos do primeiro casamento e uma filha e um neto, por afeição, do segundo casamento.

Está vinculado ao Centro Espírita Francisco Cândido Xavier da referida cidade.

Antonio Carlos Navarro no Blog EspiritualMente
Exposição de Antonio Carlos Navarro


Estudioso da Doutrina Espírita, colabora com inúmeros artigos e mensagens nos seguintes sites:

Agenda Espírita Brasil
Eu Sem Fronteiras
Kardec Rio Preto
Rede Amigo Espírita


*            *            *


EspiritualMente - Como o Espiritismo chegou em sua vida?

Antonio - Foi a partir da leitura de O Livro dos Espíritos, aos 26 anos de idade. Tendo todas as dúvidas e questionamentos existenciais que tínhamos claramente equacionados, sentimos no íntimo da alma uma inclinação irrefreável para adentrarmos tanto à filosofia espírita quanto à participação ativa no movimento. Paralelamente, surgiu a oportunidade de fazermos parte do grupo que estava fundando o Centro Espírita Francisco Cândido Xavier.


EspiritualMente - Que avaliação você faz do atual trabalho de divulgação da Doutrina realizada pelo movimento espírita?

Antonio - Positiva. Nunca tivemos tanta liberdade e visibilidade para a exposição dos postulados espíritas, como também nunca tivemos tantos expositores trabalhando para a Doutrina em todos os ambientes sociais.


EspiritualMente - Como dirigente, palestrante e articulista, qual sua percepção sobre o grau de compreensão e interesse das pessoas aos postulados espíritas nos dias de hoje?

Antonio - Também positiva. Desde que os postulados sejam apresentados em sua forma mais simples e objetiva, não há problemas de entendimento e o interesse só tende a aumentar.


EspiritualMente - Quando surge algum acontecimento inesperado, uma tragédia com mortes coletivas por exemplo, muita gente, principalmente àquelas não-espíritas, lançam a seguinte questão: "O que o Espiritismo tem a dizer sobre este fato?". De uma maneira geral, o movimento espírita está conseguindo dar respostas adequadas e coerentes a esses eventos à sociedade?

Antonio - Sim, e pela lógica apresentada pela Doutrina, tem sido muito bem aceitas. Basta ver que não há contraposição às explicações.


EspiritualMente - Nesses agitados e estressantes dias de hoje, é difícil manter uma boa conduta espírita? Quais os maiores desafios?

Antonio - O mundo, com seus valores materiais e imediatistas, nos chama ao desequilíbrio momento a momento, mas a "decisão" de qual caminho a tomar sempre será pessoal. Assim, os maiores desafios encontram-se dentro de nós mesmos. São as nossas inclinações e aptidões negativas que criamos e fomentamos ao longo de nossas reencarnações anteriores e que precisam ser substituídas por um novo padrão moral. Daí a necessidade de nos aperfeiçoarmos a partir do comportamento indicado por Nosso Senhor Jesus Cristo: Vigiai e orai, para não cairmos em tentação.


EspiritualMente - Todo trabalhador espírita, principalmente aqueles que atuam no campo da divulgação, já vivenciou um fato curioso, inusitado e cheio de reflexão no desempenho da tarefa em questão. Você poderia nos contar alguma história?

Antonio - É muito comum aos palestrantes ouvir de quem assistiu a apresentação que a palestra proferida "foi para mim...". Certa vez, no começo de nossa carreira de explanador doutrinário, chegamos a um centro espírita com uma palestra definida para explanação e uma sensação de inconformidade nos invadiu a respeito do tema escolhido até que, já no momento de abertura dos trabalhos, a intuição falou mais alto e mudamos o tema para um outro assunto completamente diferente, mas que no fim atendeu as expectativas do público presente. Foi uma lição objetiva. Devemos sempre meditar, antecipadamente, sobre o que falar, para que possamos nos identificar com as necessidades espirituais dos centros que visitamos.


EspiritualMente - Você tem algum projeto ou objetivo a ser alcançado no trabalho espírita?

Antonio - Nossos projetos e objetivos espíritas, depois de mais de trinta anos no movimento, foram se delineando em torno da fundação e desenvolvimento do Centro Espírita Francisco Cândido Xavier, tanto quanto nas tarefas de divulgação da Doutrina. Hoje trabalhamos para manter o foco na melhoria contínua da nossa participação pessoal e no aproveitamento de todas as oportunidades de trabalho que se apresentam.


EspiritualMente - Que mensagem você deixa aos visitantes e seguidores do nosso Blog?

Antonio - Que busquemos, disciplinadamente, o entendimento da mensagem espírita, tendo como pontos de referência as obras básicas elaboradas por Allan Kardec e o Evangelho do Senhor Jesus, nunca nos esquecendo da orientação de Emmanuel: "se a palavra esclarece, o exemplo arrasta".


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Agradecemos a colaboração e gentileza de Antonio Carlos Navarro em conceder esta entrevista!





quinta-feira, 6 de junho de 2019

Uma mente brilhante

Uma mente brilhante

Ano: 2001

Nacionalidade: EUA

Gênero: Drama / Biografia

Direção: Ron Howard

Com: Russell Crowe, Ed Harris, Jennifer Connelly

Sinopse: John Forbes Nash Jr. (Russell Crowe) é reconhecido como gênio da Matemática aos 21 anos. Cedo, casa-se com uma bela mulher, mas logo começa a apresentar sintomas de esquizofrenia. Após anos de luta contra a doença, ele consegue retornar ao convívio da sociedade e acaba ganhando o Prêmio Nobel.



Comentário: Um filme emocionante e envolvente, vencedor de vários prêmios, inclusive 04 Oscars. Abordando a questão da esquizofrenia, mostra as dificuldades, os problemas e a convivência com as pessoas que sofrem desta enfermidade, bem como da luta e da superação do esquizofrênico para ter uma vida normal. Aliás, percebe-se a relação da esquizofrenia com mediunidade e processos obsessivos. Vale a pena conferir!