sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Considerações sobre a velhice

Texto de Almir Paes no Blog EspiritualMente

Qual a razão pela qual o Criador nos concedeu as diversas etapas da vida?

Na infância, somos dependentes, geralmente dos pais.

Na adolescência, "não dependemos de ninguém". Queremos ser os donos do mundo.

Na juventude, navegamos pelos arroubos desta faixa etária.

Na meia-idade, começamos a circunscrever as ideias e atos mais experientes, mais sensatos.

E aí, vem a velhice, e com ela as artroses, artrites, osteoporoses, as dores diversas, as limitações do corpo físico. Quando temos o merecimento de permanecer com a nossa lucidez, as oportunidades de aprendizado ficam abertas.

Aquele corpo sarado, aquele nariz empinado, aquela arrogância exacerbada, vão desaparecendo. As rugas vão dando o ar da sua graça, a aparência vai mudando, a beleza exterior se deteriorando. Se valorizamos a beleza interior, passamos sem muitas dificuldades por esse estágio de vida. Caso contrário, a depressão será nossa companheira de quarto e sala.

Em nosso estágio evolutivo, ainda precisamos passar por essas etapas. As dores advindas de doenças dessa fase - reumatismo, coluna etc. - são elementos catalisadores para a nossa evolução. Elas são lembretes, ainda necessários, para a nossa ação no bem. Elas também nos remetem a grandes reflexões: quem somos? o que fizemos? o que deveríamos ter feito? para onde vamos?

Como diz um ditado popular, "a dor é uma bênção, mas para quem não a tem". A dor é difícil de administrar. As dores físicas são terríveis. As dores morais são ainda piores de absorver e deglutir. Por isso, nesta atual faixa evolutiva, ainda precisamos delas para dobrar o nosso egoísmo, o nosso orgulho, a nossa vaidade, a nossa maledicência, as nossas imperfeições.

A velhice é uma preparação transitória para grandes mudanças, tão necessárias para todos nós. A proximidade da morte nos condiciona a grandes reflexões. O desencarne nos proporciona uma mudança de plano. É uma nova oportunidade de aprendizado. Adentrar ao mundo espiritual é entrar na grande Escola da Vida. Lá, se quisermos, de acordo com o nosso livre-arbítrio, aprenderemos muito. As provas e práticas deste aprendizado serão efetivadas em uma outra reencarnação, na Terra ou em outro planeta. Disso dependerá o nosso estágio evolutivo.

Por tudo isso, precisamos conversar com os jovens e dizer a eles que é na juventude que a gente estabelece o que quer na velhice, se chegarmos lá. É preciso também dizer a eles que vamos colher na velhice do corpo o que tivermos plantado na juventude. A velhice é uma época oportuna para avaliarmos o que fizemos da vida até agora. Se a morte chegasse hoje, o que teríamos para levar?

Portanto, vamos refletir sobre essas e outras indagações!

Almir Paes no Blog EspiritualMente
Almir Paes
O Cronista da Alma




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Um comentário:

  1. Apenas algumas palavras sobre a dor, o sofrimento humano, a que refere o texto do ilustre poeta espiritista.

    Diga-se que, aliás, a dor é de todos os planos da natureza, que, no entanto, ao plano sub-humano: o ser sofre nas trevas de Si mesmo, cheio apenas de ira, sem luzes espirituais compensadoras, como, por exemplo, no plano das humanidades.

    Logo, em nosso plano, e com as luzes que dimanam do Espiritismo, temos que a dor corresponde a uma lei ampla de causalidade, e que, enquanto não soubermos reunir o esforço de realizarmos a nós mesmos, a dor fará parte de nossas vidas, pois detêm funções evolutivas realizadoras e transformadoras do nosso Espírito imortal, e, para melhor, como se sabe.

    Parabéns por mais um texto mui esclarecedor: da meninice à velhice, que, aliás, todos temos de passar se não partirmos mais cedo para a espiritualidade que nos aguarda o decesso terrestre.

    FORTÍSSIMO ABRAÇO:
    Fernando Rosemberg Patrocinio

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