sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Setembro Amarelo

Artigo de Nilton Moreira

Quando ainda estamos no Plano Espiritual, preparando a nossa vinda à carne, temos uma visão ampla do que vamos enfrentar aqui. Somos ajudados por vários espíritos amigos, muitos pertencentes à parentela espiritual e que torcem para que tudo dê certo conosco.

O local onde iremos nascer e os pais que teremos são situações já programadas. Também está no contexto nossa aparência física que pode ser bela ou feia, bem como deficiência de algum de nossos órgãos ou sentidos.

O espírito que somos sabe que enfrentará problemas que podem ser até graves e, embora tenha coragem para nascer, não sabe se vai obter êxito, mesmo sabendo que receberá ajuda durante a vida.

É da Misericórdia Divina o esquecimento do passado por ocasião do nascimento, isto para possibilitar que, ao reencontrar-se com algum desafeto de vidas anteriores, possa o reencarnante efetuar o resgate das faltas sem eclodir rancor.

Acontece que muitos de nós, ao longo da vida, arrumamos problemas que não estavam dentro do programado, então o fardo fica pesado demais, vindo as angústias, os desânimos, as depressões e principalmente a melancolia, que é a vontade que o espírito sente de abandonar o corpo para voltar à Pátria Espiritual de onde veio.

A melancolia ao ser enfrentada se desfaz e a vontade de permanecer na luta continua, pois que o espírito que habita nosso corpo se conscientiza de que nada vale querer retornar antes do tempo, isto é, antes de cumprir os objetivos que aqui veio realizar.

Mas, muitas vezes, esta melancolia, unida à falta de fé, a depressões profundas e ingestão de medicamentos tarja preta, misturados ao álcool, causa uma confusão mental e acabam levando as pessoas a enveredarem a pensamentos de dar cabo a existência, acreditando que assim estará tudo resolvido, pois que perdendo a fé, que é o mais importante, não vislumbra nada além da vida.

O suicídio é o maior dos crimes que podemos cometer, pois interrompemos a nossa trajetória aqui na Terra, gerando um débito maior. Além de não concluirmos o que efetivamente nos comprometemos de fazer antes de nascer, ainda no Plano Espiritual, cometemos uma grave transgressão ao nosso corpo orgânico que é uma cópia do corpo perispiritual, que muitos denominam de alma.

Vemos todos os dias pessoas nascendo com os mais diversos defeitos físicos e encontramos na literatura espírita as devidas explicações, cujas consequências se originaram em suicídios pretéritos.

Certamente, o suicida de hoje vai enfrentar muita angústia numa próxima existência e terá ainda que resgatar os débitos que não concluiu. Deus nos criou para sermos vencedores. Ninguém vem a Terra para apenas sofrer e não está em nossa programação de vida a interrupção desta.

Lutemos pela vida! Sempre haverá uma saída! Ninguém sofre por acaso! Ninguém está abandonado aqui na Terra!

Coluna Estrada Iluminada
Nilton Moreira


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Um comentário:

  1. QUE POSSAMOS, COM O MAIS IMPORTANTES INSTRUTOR ESPIRITUAL DO SÉCULO 20, NOSSO PRESTIGIOSO EMMANUEL, REFLETIR ALGO A RESPEITO DESSE GRANDE EQUÍVOCO HUMANO DOS TEMPOS PRESENTES:

    Se a ideia do suicídio alguma vez te visita o pensamento, reflete no infortúnio de alguém que haja tentado inutilmente destruir a si mesmo, quando pela própria imortalidade, está claramente incapaz de morrer.

    Na hipótese de haver arremessado um projétil sobre si, ingerido esse ou aquele veneno, recusado a vida pelo enforcamento ou procurado extinguir as próprias forças orgânicas por outros meios, indubitavelmente arrastará consigo as consequências desses atos, a se lhe configurarem no próprio ser, na forma dos chamados complexos de culpa.

    Entendendo-se que a morte do corpo denso é semelhante a um sono profundo, de que a pessoa ressurgirá sempre, é natural que esse alguém penetre no Mundo Maior, na condição de vítima de si mesmo.
    Não nos é lícito esquecer que os suicidas, na Espiritualidade, não são órfãos da Misericórdia Divina, e, por isso mesmo, inúmeros benfeitores lhes propiciam o socorro possível.

    Entretanto, benfeitor algum consegue eximi-los, de imediato, do tratamento de recuperação que, na maioria das vezes, lhes custará longo tempo.

    Ponderando quanto ao realismo do assunto, por maiores se te façam as dificuldades do caminho, confia em Deus que, em te criando a vida, saberá defender-te e amparar-te nos momentos difíceis.

    Observa que não existem provações sem causa e, em razão disso, seja onde for, estejamos preparados para facear os resultados de nossas próprias ações do presente ou do passado, em nos referindo às existências anteriores.

    Cientes de que não existem problemas sem solução, por mais pesada a carga de sofrimento, em que te vejas, segue à frente, trabalhando e servindo, lançando um olhar para a retaguarda, de modo a verificar quantas criaturas existem carregando fardos de tribulações muito maiores e mais constrangedores do que os nossos.

    O melhor meio de nos premunirmos na Terra contra o suicídio, será sempre o de nos conservarmos no trabalho que a vida nos confia, porque o trabalho, invariavelmente dissolve quaisquer sombras que nos envolvam a mente.

    E, por fim, consideremos, nas piores situações em que nos sintamos, que Deus, cujo infinito amor nos sustentou até ontem, embora os nossos erros, em nos assinalando os propósitos de regeneração e melhoria, nos sustentará também hoje.

    GRANDE ABRAÇO A TODOS: BOAS RESOLUÇÕES EM SUAS VIDAS:
    Fernando Rosemberg Patrocinio

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